SILVEIRA, José Magalhães da
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José Magalhães da Silveira nasceu em Alfenas (MG) no dia 27 de novembro de 1918, filho de Emílio Soares da Silveira e Isaura Magalhães da Silveira.
Concluiu o curso complementar de engenharia do Colégio Pedro II em fins de 1937 e ingressou na Escola Militar do Realengo em abril do ano seguinte. Formou-se em dezembro de 1940, sendo declarado aspirante a oficial da arma de cavalaria. Foi promovido a segundo tenente em agosto de 1941, a primeiro tenente em dezembro de 1943 e a capitão em junho de 1946. Durante esse período, exerceu as funções de subalterno e comandante nas seguintes unidades: 6° Regimento de Cavalaria Independente (6° RCI), em Alegrete (RS); 3° Regimento de Reconhecimento Mecanizado (3° R Rec Mec), em Bagé (RS) e 2° Batalhão de Carros de Combate (2° BCC), no Rio de Janeiro. Ainda neste período, cursou a Escola de Motomecanização, em Deodoro, Rio de Janeiro.
Foi instrutor de emprego de unidades motomecanizadas da cavalaria na Escola de Motomecanização entre maio de 1948 e fevereiro de 1951, quando tornou-se aluno da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), no Rio de Janeiro. Ao concluir o curso na EsAO em maio do ano seguinte, continuou na Escola como instrutor do curso de cavalaria e blindados no período 1952-1954, tendo sido promovido, nesse ínterim, a major em outubro de 1953.
Cursou a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) entre fevereiro de 1955 e dezembro de 1957. Tornou-se oficial de operações da 4ª Divisão de Cavalaria, em Campo Grande (MT), em 1958. Em fevereiro de 1960, foi designado instrutor de cavalaria e blindados e liderança e relações humanas da ECEME. Foi promovido a tenente coronel em abril de 1961. Participou do movimento militar que depôs o presidente João Goulart em 1964, integrando o Estado-Maior do general José Horácio da Cunha Garcia, que assumiu o comando da Divisão Blindada.
Nomeado oficial de gabinete do ministro de Exército Costa e Silva, em fevereiro de 1965 foi, em agosto seguinte, alçado a coronel. Foi comandante do RRecMec/Divisão Blindada no Rio de Janeiro entre abril de 1966 e maio de 1968, quando foi nomeado chefe da 3ª seção e da seção de planejamento do Comando do I Exército.
Nomeado chefe da agência do Serviço Nacional de Informações (SNI), em Curitiba, em fevereiro de 1970, lá permaneceu até sua promoção à general-de-brigada, em 31 de março de 1974, quando tornou-se comandante do 1° Grupamento de Fronteira, em Santo Ângelo (RS), de onde saiu em janeiro de 1976 ao ser matriculado na Escola Superior de Guerra (ESG). Tornou-se, ao terminar o curso em fevereiro de 1977, vice-diretor do serviço militar, em Brasília. Foi chefe-de-gabinete do Estado-Maior do Exército até ser alçado a general-de-divisão em novembro de 1978, quando retornou ao Rio Grande do Sul para comandar a 6ª Divisão de Exército.
Vice-chefe do Departamento de Material Bélico em março de 1981, foi alçado à chefia do mesmo, substituindo o general-de-Exército Benedito Maia Pinto de Almeida, em novembro deste mesmo ano, quando foi promovido a general-de-Exército. Ao deixar o departamento foi substituído pelo general-de-Exército José Albuquerque. Tornou-se chefe do Estado-Maior do Exército, em substituição ao general-de-Exército Túlio Chagas Nogueira, em novembro de 1983 e aí permaneceu até sua transferência para a reserva remunerada em fevereiro de 1985, quando foi substituído excepcionalmente pelo general-de-divisão Joaquim Abreu Fonseca, tendo em vista que o ministro de Exército Valter Pires decidiu deixar para que seu sucessor nomeasse o próximo chefe do EME.
Foi para a reserva em fevereiro de 1986. Desde então não mais dedicou-se a nenhuma atividade profissional. Em julho de 2000 vivia no Rio de Janeiro.
Casou-se com Sílvia Monarcha da Silveira, com quem teve três filhos. Um dos seus filhos, Rui Monarcha da Silveira, também seguiu a carreira militar, chegando a general-de-brigada em novembro de 1999.