BARREIRA, Alfredo
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Alfredo Barreira Filho nasceu em Cachoeira, hoje Solonópole (CE), no dia 8 de novembro de 1902, filho de Alfredo Lopes Barreira e de Antônia Uchôa Barreira.
Após o curso de humanidades no Liceu Cearense, dedicou-se entre 1923 e 1928 ao comércio no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e nos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais. De volta ao Ceará, persistiu na mesma atividade até março de 1935, quando foi nomeado superintendente da 3ª Região do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (IAPC), compreendendo a jurisdição das delegacias do Ceará, Piauí e Maranhão. Em outubro de 1940, com a autonomia adquirida pelas delegacias do Piauí e Maranhão, foi nomeado diretor da seção de Serviços Gerais da delegacia cearense.
Integrante do conselho diretor da Fênix Caixeiral de Fortaleza, nas eleições complementares de janeiro de 1947 candidatou-se a deputado estadual pela legenda da União Democrática Nacional (UDN), obtendo uma suplência. No entanto, assumiu o mandato naquele mesmo ano, em decorrência da convocação de Ademar Fernandes Távora para a chefia da Secretaria de Polícia.
Em outubro de 1950 elegeu-se deputado federal pelo Ceará na legenda da UDN, com a terceira maior votação do partido, assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Quatro anos depois foi reconduzido à Câmara pelas Oposições Coligadas - UDN, Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Republicano (PR).
Em outubro de 1958 tentou reeleger-se, porém não alcançou mais do que uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término do mandato, em janeiro de 1959. Ao longo da legislatura 1959-1963 substituiu em diversas ocasiões o titular Leão Sampaio.
Em outubro de 1962, numa segunda tentativa de voltar à Câmara dos Deputados, desta vez pela Coligação União do Ceará - UDN e Partido Social Democrático (PSD) - ficou de novo entre os suplentes. Ocupou todavia uma cadeira de 23 de junho a 26 de dezembro de 1965, e de 27 de junho a 2 de julho de 1966, período no qual participou também da diretoria do Banco do Estado do Ceará, no governo de Virgílio Távora (1963-1966).
Em consequência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar vigente no país desde abril de 1964. Foi nesta legenda que se candidatou a deputado federal no pleito de novembro de 1966. Suplente, não chegou a exercer o mandato na legislatura de 1967-1971.
Chefe da Coordenadoria de Patrimônio e Serviços Gerais, da Previdência Social no Ceará, morreu no dia 13 de outubro de 1971.