SILVEIRA, Valdemar da

Valdemar da Silveira nasceu em Salvador no dia 7 de dezembro de 1903, filho de Alcilino Honorato da Silveira e de Margarida Baião da Silveira.

Iniciou seus estudos no Rio de Janeiro, cursando depois o Colégio Salesiano de Santa Rosa, em Niterói, e ingressando finalmente na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, pela qual se formou em 1929.

Clinicou por algum tempo no interior, chefiando depois o Centro de Saúde de Minas Gerais. De 1936 a 1938, dirigiu a divisão de epidemiologia do Serviço de Febre Amarela, ligado à Fundação Rockefeller.

Deixando em seguida a medicina, dedicou-se ao jornalismo e ingressou no Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Representante do DIP junto ao Ministério da Guerra, organizou a Exposição Nacional de Realizações do Exército, realizada em São Paulo, e em seguida supervisionou a instalação do primeiro Banco de Sangue de São Paulo, sob os auspícios do general Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra. Em seguida, destacou-se na campanha promovida pelo DIP em prol do serviço militar, realizando conferências em São Paulo e em Belo Horizonte.

Em maio de 1945, o DIP foi extinto, sendo criado o Departamento Nacional de Informações. Valdemar da Silveira ocupou o cargo de diretor da Divisão de Cinema e Teatro do mesmo órgão.

Com a criação da Agência Nacional em setembro de 1946, sucedendo o DIP e o Departamento Nacional de Informações, foi seu primeiro diretor-geral, permanecendo no cargo até maio do ano seguinte. Assumiu depois a direção do Serviço de Recreação Operária.

Membro da Sociedade Paulista de Medicina, do Instituto de Psiquiatria e Medicina Legal Latino-Americano, da Sociedade Brasileira de Filosofia e da Associação Brasileira de Imprensa, publicou Delito de contágio e Sobos grilhões de Hansen.

Casou-se com Celeste Graça da Silveira, com quem teve um filho.