SIMÕES, Waldir
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Waldir de Melo Simões nasceu em Nova Iguaçu (RJ) no dia 7 de setembro de 1916, filho de Manuel da Costa Simões e de Cecília de Melo Simões. Seu irmão, Léo Simões, foi deputado federal pela Guanabara, entre 1971 e 1975, e pelo Rio de Janeiro, de 1975 a 1987.
Admitido em 1937 como escriturário na Companhia Nacional de Navegação Costeira, Valdir Simões envolveu-se na política sindical, sendo eleito, em 1949, presidente do Sindicato dos Empregados em Navegação. Reeleito em 1951, coordenaria, dois anos depois, a bem sucedida greve nacional dos marítimos.
Bacharelou-se em 1952 em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, foi aprovado por concurso para o cargo de procurador do Ministério dos Transportes.
No pleito de outubro de 1954 obteve uma suplência de deputado federal pelo Distrito Federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Indicado pelo sindicato e nomeado pelo presidente Juscelino Kubitschek, representou os trabalhadores no conselho técnico do Departamento Nacional de Previdência Social (DNPS), entre 1955 e 1956. De 1956 a 1957, presidiu o Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM). Novamente candidato no pleito de outubro de 1958, ainda pela legenda do PTB, conseguiu eleger-se deputado federal pelo Distrito Federal, assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte.
De volta à presidência do IAPM, manteve-se afastado do cargo a partir de fevereiro de 1961, enquanto uma comissão criada pelo presidente Jânio Quadros examinava sua gestão nesse instituto. A comissão, formada por um oficial das forças armadas, um bacharel em direito e um contador, foi transformada em comissão de inquérito no mês de maio.
Na Câmara apoiou a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), organização interpartidária criada em 1956, que tinha como metas o combate ao capital estrangeiro e à remessa de lucros, e a defesa de uma política de desenvolvimento autônomo da economia nacional. Foi reeleito deputado federal em outubro de 1962, dessa vez pelo estado da Guanabara, na legenda da Aliança Socialista Trabalhista, formada pelo PTB e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, e com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, foi um dos fundadores do oposicionista Movimento Democrático Brasileiro (MDB), tornando-se presidente do diretório regional do partido na Guanabara.
Em 1965, aposentou-se como procurador do Ministério dos Transportes. Foi reeleito deputado federal pelo MDB da Guanabara em novembro de 1966. Durante seu mandato presidiu as comissões parlamentares de inquérito (CPI) sobre a pesca, o Lóide Brasileiro e o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Em fevereiro de 1969, quando seu nome era apontado como provável candidato ao governo do estado, com considerável apoio do MDB na Assembleia Legislativa, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos, por meio do Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior.
Entre 1969 e 1970, dedicou-se apenas a seu escritório de advocacia, no Rio de Janeiro. Em 1971, foi contratado pela construtora Presidente, tornando-se no ano seguinte diretor da empresa. Ocupou esse cargo até 1992, quando aposentou-se pelo INSS. Não voltou a candidatar-se a qualquer cargo público.
Faleceu em 2010.
Foi casado com Maria da Conceição Simões, com quem teve dois filhos.