SOARES, Geraldo Starling

Geraldo Starling Soares nasceu em Dom Silvério (MG) no dia 15 de março de 1911, filho do comerciante Antônio Miguel Ferreira Soares e de Zulmira Starling Soares. Seu pai foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Dom Silvério.

Starling Soares cursou o secundário no Instituto Propedêutico de Ponte Nova (MG) e graduou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1933. Ainda como estudante, trabalhou no Tribunal Regional Eleitoral e, a partir de 1934, já formado, exerceu as funções de promotor em várias comarcas no interior de Minas.

Nomeado pelo governador Benedito Valadares (1933-1945), foi prefeito de Muriaé (MG), entre 1937 e 1939, e do município de Passos (MG), de 1939 a 1946.

Eleito deputado à Assembleia Constituinte mineira em 1947 na legenda do Partido Social Democrático (PSD), cumpriu o mandato de deputado estadual até 1951, tendo, ao longo deste período, integrado as comissões de Constituição, Legislação e Justiça e de Trabalho e Ordem Social. Ainda em 1951, tornou-se membro da Comissão Executiva do PSD e, com o início do governo mineiro de Juscelino Kubitschek de Oliveira, foi nomeado chefe de polícia do estado, ocupando ainda a Secretaria do Interior de Minas Gerais entre fevereiro de 1952 e fevereiro de 1954.

Diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais a partir de 1954, no pleito de outubro desse ano elegeu-se deputado federal por Minas na legenda do PSD, iniciando o mandato em fevereiro de 1955. Nomeado presidente do Conselho Nacional de Desportos (CND) em 1956, exerceu o cargo até 1959. Na Câmara, assumiu a vice-liderança do PSD e da maioria em junho de 1958.

Em 26 de agosto do mesmo ano, deixou a cadeira de deputado federal a fim de assumir o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), para o qual havia sido nomeado. No TST, presidiu a primeira turma (1967-1968), a terceira (1971-1972) e novamente a primeira (1973), antes de ser escolhido vice-presidente do tribunal (1975-1976). Presidente da segunda turma do TST em 1977, no ano seguinte foi designado para representar o tribunal na Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada em Genebra, e para presidir a comissão de estudo do processo do trabalho, no Congresso Internacional do Trabalho reunido em São Paulo. Eleito ministro corregedor da Justiça do Trabalho para o biênio 1979-1980, renunciou ao cargo para assumir a presidência do TST em 3 de dezembro de 1979. Aposentou-se como ministro do Tribunal no ano de 1981.

Foi também presidente da Confederação Carioca de Futebol.

Faleceu no Distrito Federal no dia 18 de agosto de 1994.

Era casado com Carola Maria Starling Soares, com quem teve seis filhos.

Publicou O poder de polícia.