SOLA, Ugo

Ugo Sola foi nomeado embaixador no Brasil pelo governo italiano em novembro de 1938, substituindo Vicenzo Lojacono, que se incompatibilizara com o governo de Getúlio Vargas por ter abrigado o tenente Severo Fournier, líder do levante integralista de maio de 1938, na sede da embaixada italiana. Na ocasião o governo alemão procurou convencer o chefe de Estado italiano Benito Mussolini a não enviar Sola para o Brasil, comparando a saída de Lojacono com a de seu embaixador Karl Ritter (1937-1938), também incompatibilizado com o governo brasileiro por ter mantido relações com organizações nazistas no país.

Contudo, em março de 1939, às vésperas da eclosão da Segunda Guerra Mundial, Sola assumiu o cargo de embaixador italiano no Brasil. Em 16 de janeiro de 1942 enviou uma carta a Osvaldo Aranha, então ministro das Relações Exteriores, pressionando-o para que evitasse a ruptura de relações diplomáticas com a Itália, no que foi acompanhado pelos outros países do Eixo, a Alemanha e o Japão. A carta referia-se ao discurso pronunciado no dia anterior pelo representante dos Estados Unidos na III Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada no Rio de Janeiro, que havia convocado os demais países americanos a romperem suas relações com o Eixo. No dia 28 do mesmo mês, no entanto, o Brasil rompeu suas relações diplomáticas e comerciais com esses países, sendo Ugo Sola obrigado a voltar à Itália. Em março de 1945, quando a Itália já não participava das operações militares do conflito mundial, a embaixada italiana no Brasil foi ocupada por Mário Augusto Martini.

Casou-se com uma brasileira.