SPERAFICO, Dilso
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Dilso Sperafico nasceu em Santa Rosa (RS), no dia 9 de agosto de 1953, filho de Ismael Vicente Sperafico e de Olinda Joanina Rizzi Sperafico. O irmão Dilceu Sperafico encontra-se em seu quarto mandato consecutivo como deputado federal pelo Paraná (1995-).
Engenheiro agrônomo formado pela Faculdade de Agronomia de Bandeirantes (PR), radicou-se no sul de Mato Grosso em 1977, logo após ter sido sancionada a lei que dividiu em dois o estado, antes portanto da constituição do Mato Grosso do Sul, com capital em Campo Grande e um governador nomeado.
Comerciante e industrial no setor de alimentos, Sperafico filiou-se em 1985 ao Partido da Frente Liberal (PFL). Em 1993, porém, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda pela qual elegeu-se deputado federal em outubro de 1994.
Titular das comissões de Economia, Indústria e Comércio, e de Seguridade Social e Família, em 1995 votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional e pela extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração do petróleo e navegação de cabotagem, apoiando a sua continuidade na distribuição do gás canalizado. Também apoiou a prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.
Em 1996 votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.
Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro pela quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa que permite a demissão de servidores públicos por mau desempenho e/ou excesso de gastos com a folha de pagamento. Integrou a Comissão de Seguridade Social e Família de 1995 a 1998.
No pleito de outubro de 1998 não disputou a reeleição. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e pelos critérios de idade mínima e tempo de contribuição para os trabalhadores do setor privado, itens fundamentais da reforma da Previdência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1999.
Deixou a vida pública para dedicar-se à diretoria da Sperafico Agroindustrial, uma empresa estritamente familiar com sede na cidade paranaense de Toledo.
No final de setembro de 2007 deixou o PMDB e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Em 2008, vendeu parte das ações da sua empresa para o grupo suíço Glencore International AG., empresa com filiais em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e que atua na fabricação de sabão em barra, gordura vegetal hidrogenada, óleo de soja, farinha de trigo, ração etc.
Casou-se com Sônia Maria Boldrini Sperafico, com quem teve três filhos.