STECCA, Osvaldo
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Osvaldo José Stecca nasceu em Campinas (SP) no dia 20 de fevereiro de 1927, filho de Fernando Stecca e de Teresa Camparini.
Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1949, iniciou a vida profissional em 1950, como diretor das obras de construção e pavimentação da rodovia Campinas-Limeira, a cargo do Departamento de Estradas e Rodagem de São Paulo. Entre 1952 e 1956 foi o responsável pela construção de fábricas da Companhia de Cimento Portland em Minas Gerais e no Rio de Janeiro (1952-1956), em 1957 fundou a Comercial Construtora Stecca S.A., da qual viria a ser diretor-técnico e diretor-presidente até 1975. Ao longo desse período presidiu por três vezes a Associação Paulista de Empreiteiros de Obras Públicas (1969-1971, 1971-1973, 1977-1979). Vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC (1980-1983), e depois presidente (1983), desempenhou as funções de diretor-tesoureiro da Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (1985-1986) ao mesmo tempo em que retomou os estudos na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (1985-1987).
Nas eleições de outubro de 1990 elegeu-se deputado federal na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, já filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.
Nas principais matérias constitucionais apresentadas à Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, Osvaldo Stecca votou pelo fim do voto obrigatório e a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde, e do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de educação e de saúde.
Em outubro de 1994 tentou reeleger-se. Malsucedido, deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1995.
Em 2008 integrou o conselho consultivo, como membro nato, da CBIC.
Casado com Janete Meire Bego Stecca, teve cinco filhos.