BARRETO, Paulo
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Paulo Barreto de Meneses nasceu em Riachuelo (SE) no dia 9 de outubro de 1925, filho de Simeão Aguiar Meneses e de Maria Áurea Barreto de Meneses.
Estudou no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju, no Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e no Colégio Nossa Senhora da Vitória, em Salvador, diplomando-se em engenharia pela Escola Politécnica da capital baiana em 1948.
Em 1962 fez o curso intensivo da Associação Brasileira de Cimento Portland e um curso de especialização em pavimentação. Dois anos depois visitou os EUA, onde recebeu um diploma conferido pela Agency for International Development (AID). Ainda em 1964, ingressou no Departamento de Estradas de Rodagem de Sergipe, onde viria a exercer diversos cargos, dentre os quais o de diretor geral. Tornou-se depois membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e do conselho de administração da Superintendência de Obras Públicas do Estado de Sergipe, elaborou o primeiro plano de pavimentação do estado e presidiu a Companhia Rodoviária Intermunicipal. Presidente da Comissão Especial de Edificações do Estado de Sergipe em 1968, tornou-se no ano seguinte presidente da Superintendência de Obras Públicas do Estado. Foi ainda membro do conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e presidiu os conselhos deliberativos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e da Superintendência de Agricultura e Produção de Sergipe.
Em maio de 1970, o recém-empossado presidente Emílio Garrastazu Médici escolheu seu nome a partir de uma lista tríplice - da qual constavam também Manuel Sobral, presidente do Banco do Estado de Sergipe, e Augusto Franco, deputado federal -, para ser apresentado à convenção da Aliança Renovadora Nacional (Arena) como candidato à sucessão sergipana. Alguns dias depois, a comissão executiva da Arena sergipana ratificou, por unanimidade, a indicação do presidente. Eleito no pleito indireto de outubro de 1970, Paulo Barreto assumiu o governo de Sergipe em março do ano seguinte, substituindo João de Andrade Garcez.
Durante sua administração ampliou a rede educacional do estado, construindo ginásios e aperfeiçoando a biblioteca estadual. Também nesse período foi aprovado o Estatuto do Magistério estadual. No setor agrícola, a política de seu governo voltou-se para o fortalecimento do cooperativismo no interior do estado e para a ampliação do sistema de abastecimento de água para o combate às secas, promovendo ainda o asfaltamento de rodovias estaduais. Foram lançadas as bases para a instalação do Distrito Industrial de Estância, foi criada a Telecomunicações de Sergipe (Telergipe), primeira subsidiária da Telecomunicações Brasileiras (Telebrás), e organizada a Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur).
Paulo Barreto encerrou seu governo em março de 1975, sendo substituído por José Rollemberg Leite.
Em 1976, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer o curso superior da Escola Superior de Guerra (ESG) e aposentou-se pelo Departamento de Estradas e Rodagem de Sergipe. Depois de residir três anos no Rio, retornou ao seu estado natal no início de 1979 e, ainda neste ano, assumiu a direção da Escola Técnica Federal de Sergipe, onde permaneceu até 1982.
Após este período afastou-se de qualquer atividade até 1995, quando abriu duas lojas de decoração num shopping de Aracaju.
Foi também professor de cursos de especialização em engenharia rodoviária e conferencista.
Casou-se com Maria da Conceição Bonfim Meneses, de quem teve quatro filhos.