TITO, Marcos

Marcos Wellington de Castro Tito nasceu em Belo Horizonte no dia 22 de setembro de 1940, filho de Fábio Tito e de Elisa de Castro Tito.

Cursou o secundário nos colégios Anchieta e Municipal na capital mineira e bacharelou-se em 1966 pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, onde foi líder estudantil.

No pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado estadual em Minas Gerais na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Empossado em fevereiro do ano seguinte, na Assembleia mineira foi vice-presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente e integrou como membro efetivo, entre outras, as comissões Elaboradora do Estatuto do Magistério de Minas Gerais e Elaboradora do Código Tributável de Minas Gerais, de Constituição e Justiça e de Economia, atuando ainda como vice-líder do MDB e membro de sua comissão executiva em Minas Gerais.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais na mesma legenda e, deixando a Assembleia estadual em janeiro de 1975, assumiu em fevereiro seguinte seu mandato na Câmara dos Deputados, ligando-se à corrente dos “autêntico”, ala esquerda do MDB. Nessa legislatura, integrou a Comissão de Minas e Energia e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Minérios, foi relator do Acordo Atômico Brasil-Alemanha, e presidiu ainda a Comissão de Finanças da Câmara em substituição ao deputado Camilo Nogueira da Gama, falecido em julho de 1976 durante o recesso parlamentar. Acusado de se haver fundamentado em artigo do jornal Voz Operária, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), para elaborar um discurso que pronunciara na Câmara dos Deputados em maio de 1977, em junho seguinte teve o mandato cassado pelo presidente da República Ernesto Geisel (1974-1979), com base no Ato Institucional n°. 5 (13/12/1968).

Em 1978, fez parte do Comitê Brasileiro pela Anistia, sendo também advogado de presos políticos e de jornais da chamada imprensa alternativa, como O Pasquim e Movimento. Em agosto de 1979, com a assinatura da Lei da Anistia pelo general João Batista Figueiredo, foi beneficiado pela medida, ingressando meses depois, no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação surgida após a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária. Candidato a deputado estadual em novembro de 1982 pelo PMDB, obteve apenas a quinta suplência.

No ano seguinte, foi nomeado pelo governador Tancredo Neves diretor administrativo da Companhia de Ampliação de Construção e Reparos de Prédios Escolares, cargo que ocuparia até setembro de 1997. Participante ativo da campanha das Diretas-já, percorreu o território mineiro proferindo palestras em defesa do restabelecimento das eleições diretas para a presidência da República. Em 1985, exerceu o mandato de deputado na Assembleia Legislativa mineira. Disputou uma vaga de deputado estadual constituinte no pleito de novembro de 1986, obtendo uma vez mais apenas uma suplência. Ainda em 1986, foi nomeado vice-presidente da Florestas Rio Doce, empresa subsidiária da Companha Vale do Rio Doce, com sede em Belo Horizonte.

Membro do diretório regional do PMDB desde a fundação do partido, tornou-se presidente da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais em maio de 1999, no governo de Itamar Franco (1999-).

Foi casado com Ivone Amélia Peixoto Queiroga, já falecida, com quem teve três filhos.

Publicou O poder (1975), Em defesa da cultura brasileira (1975), Em defesa do painel Tiradentes (1976), Parecer sobre o acordo atômico Brasil-Alemanha (1976) e Temas parlamentares (v. 1 e 2) (1976, 1977).