TORRES, Fernando
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José Fernando Torres nasceu em Rio Largo (AL) em 17 de janeiro de 1952, filho de José Fernandes Torres e Iracema Vilar Torres. Seu irmão Roberto Torres foi constituinte (1987-1988) e deputado federal por Alagoas entre 1987 e 1995.
Graduado em ciências contábeis pela Universidade Federal de Alagoas em 1975, a partir de 1980 foi representante da Associação dos Fornecedores de Cana de Açúcar de Alagoas durante dois anos. Em 1982 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
No ano seguinte foi gerente-geral das Usinas Reunidas Seresta, cargo que ocupou até 1988. Em 1986, liderou o movimento de criação do município de Teotônio Vilela, elegendo-se prefeito do novo município em novembro de 1988, na legenda do PMDB. Foi empossado no cargo em janeiro do ano seguinte. Em 1992, lançou um candidato para sucedê-lo na prefeitura de Teotônio Vilela, concorrendo, nessa mesma chapa, a vice-prefeito. Eleito em outubro, já filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), assumiu o cargo em janeiro de 1993, mas foi cassado ainda nesse ano, por força da Lei das Inelegibilidades, que impedia a reeleição (um vice-prefeito pode tornar-se, a qualquer momento, prefeito).
Membro do conselho fiscal do PSDB de Alagoas em 1994, elegeu-se deputado federal no pleito de novembro, assumindo uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995.
Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, seguiu a orientação do seu partido, votando a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da mudança no conceito de empresa nacional, do fim do monopólio estatal das telecomunicações, da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação, da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem e do fim do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo.
Em junho de 1996, votou contrariamente à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) -, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.
Em janeiro/fevereiro de 1997, manifestou-se a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, Fernando Torres pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.
Em novembro de 1998, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, não tendo disputado a reeleição no pleito de outubro do ano anterior.
Casou-se com Maria Fernanda Quintela Brandão Vilela, filha de Teotônio Vilela, senador por Alagoas de 1967 a 1983, e irmã de Teotônio Vilela Filho que foi constituinte entre 1987-1988, tornando-se senador desde 1987. Teve com a esposa seis filhos.