BARROS, Dario de

Dario de Campos Barros nasceu em Limeira (SP) no dia 9 de abril de 1904, filho de Antônio Campos Barros e de Olíria Santucci Barros.

Em 1932, escreveu o hino Nove de julho, que foi adotado por Pedro de Toledo - chefe do Executivo paulista durante a Revolução Constitucionalista - como hino oficial da revolução.

Jornalista e técnico em assuntos de café, foi redator dos jornais A Gazeta, O Combate e A Capital e diretor do Diário Paulista, O Trabalho, Jornal do Café e A Noite, todos de São Paulo. Colaborou também na imprensa do Rio de Janeiro e Curitiba, foi membro fundador e presidente da Associação dos Profissionais de Imprensa de São Paulo e dirigiu o Bureau Paulista de Imprensa. Chefiou ainda as delegações brasileiras que participaram do quarto e do quinto congressos interamericanos de imprensa, realizados respectivamente em Bogotá, na Colômbia, e em Quito e Guaiaquil, no Equador.

Em janeiro de 1947, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte de São Paulo na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Com a promulgação da Constituição estadual e a transformação da Constituinte em Assembleia ordinária, teve seu mandato estendido até janeiro de 1951. Em maio de 1950, tomou parte do Congresso Mundial de Imprensa realizado em Paris e em outubro elegeu-se deputado federal por São Paulo, dessa vez na legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumindo o novo mandato em fevereiro de 1951, exerceu a vice-liderança do partido na Câmara de maio de 1952 a 18 de dezembro do mesmo ano, quando faleceu.

Foi casado com Carmem Lobato de Barros, com que teve dois filhos.

Publicou Reticências..., O Paraná visto de perto, As mentiras da revolução, Colheita natural, Barreiras alfandegárias, Cafés finos e Impresa antiga.