TRINDADE, Mílton

Mílton Blanco de Abrunhosa Trindade nasceu em Belém no dia 24 de maio de 1920, filho de Almerindo Cipriano Trindade, professor, e de Rosália Blanco Trindade.

Estudou em sua cidade natal, fazendo o curso primário no Grupo Escolar D. Pedro I e o secundário no Ginásio Pais de Carvalho e na Escola Técnica de Comércio, da Associação Comercial do Pará, por onde se formou técnico em contabilidade em 1942.

Trabalhou como oficial administrativo da Comissão da Marinha Mercante e do Serviço de Navegação e Administração do Porto do Pará (SNAPP), exercendo a função de escriturário de contabilidade. Em 1947 tornou-se gerente dos Diários Associados da Zona Norte. Lecionou até 1957 na Escola Técnica de Comércio, a qual dirigiria até 1964.

Em 1962 foi convidado por Francisco de Assis Chateaubriand para exercer a superintendência dos Diários e Emissoras Associados do Pará - integrados pela Rádio Marajoara, o jornal A Província do Pará, e a televisão Marajoara - que fizeram campanha jornalística contra o governo de João Goulart, deposto pelo movimento político-militar de março de 1964. Ainda neste período, em 1963 tornou-se diretor-geral daquele jornal.

Em novembro de 1966 elegeu-se suplente do senador Jarbas Passarinho, pelo Pará, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Assumiu a cadeira em fevereiro do ano seguinte, quando o titular passou a ministro do Trabalho e Previdência Social do governo de Artur da Costa e Silva (1967-1969), e em seguida o da Educação do governo Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Nesse período, Mílton Trindade integrou, a partir de março de 1968, as comissões de Agricultura, dos Estados para Alienação e Concessão de Terras Públicas e Povoamento, de Valorização da Amazônia e de Indústria e Comércio, exercendo a vice-presidência destas duas últimas a partir de abril de 1970. Em abril de 1971, tornou-se titular das comissões de Educação e Cultura e de Minas e Energia, e suplente das comissões de Finanças, de Segurança Nacional, de Legislação Social e de Saúde.

Deixou o Senado em abril de 1974 e, em novembro desse ano, voltou a se eleger suplente do senador Jarbas Passarinho. Contudo, nesta legislatura não chegou a ocupar o posto de senador, já que Passarinho permaneceu no exercício do mandato até seu término, em janeiro de 1983.

Paralelamente a estas atividades no Senado, continuou exercendo o cargo de diretor geral do jornal A Província do Pará, função que desempenharia até seu falecimento.

Faleceu em Belém no dia 12 de janeiro de 1986.

Era casado com Elna Andersen Trindade, com quem teve oito filhos.