TURISCO, Almir

Almir Turisco de Araújo nasceu em Macaúbas (BA) no dia 19 de julho de 1916, filho de José Trajano de Araújo e de Rosa Turisco de Araújo.

Dedicou-se inicialmente à exploração do garimpo de diamantes, tornando-se depois comerciante e fazendeiro.

Vereador e presidente da Câmara Municipal de Anicuns (GO), ocupou mais tarde o cargo de subprefeito das cidades goianas de Hidrolândia (1940-1941) e Trindade (1941-1942), exercendo entre 1942 e 1951 as funções de prefeito de Anicuns. Foi fiscal de renda do estado entre 1951 e 1955.

No pleito de novembro de 1954, obteve uma suplência à Assembleia Legislativa goiana na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), chegando a assumir o mandato em 1956. Foi reeleito deputado estadual em novembro de 1958 e novamente em 1962 na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Nesse período foi líder da bancada de seu partido, primeiro-secretário e vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Em 1963, encontrando-se na presidência da Assembleia, assumiu interinamente o governo do estado de Goiás, entre 24 de abril e 29 de maio, em virtude da ausência do governador Mauro Borges (1961-1964), em viagem à Europa, e do afastamento do vice-governador, que estava enfermo. Com a cassação de Borges após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, o coronel Carlos Meira Matos (1964-1965) foi nomeado interventor no estado. Em 1965 Almir Turisco foi eleito pela Assembleia Legislativa vice-governador de Goiás, na chapa encabeçada pelo marechal Emílio Ribas Júnior.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Nessa legenda foi eleito suplente de deputado federal pelo estado de Goiás em novembro de 1966, ocupando uma cadeira na Câmara de abril a agosto de 1968. Em abril de 1969 teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 (13/12/1968). Nos ano de 1968 e 1969, foi diretor do jornal O Social, contrário ao regime militar, no qual publicou diversos artigos.

Representou o estado de Goiás na assinatura de convênio de matéria fiscal com o governo da Bahia, em Salvador. Pecu arista, integrou a Federação Rural de Goiás, foi membro do Sindicato Rural de Anicuns e representante de seu estado em congressos rurais realizados em Fortaleza e em Florianópolis.

Em agosto de 1979, teve seus diretos políticos recuperados com a anistia aos condenados pelo regime militar. Com o fim do bipartidarismo, em novembro seguinte, e a consequente reorganização partidária, ainda nesse ano, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tendo sido um dos fundadores da agremiação em Goiás.

Em 1983, foi nomeado diretor administrativo da Companhia de Energia Elétrica de Goiás (Celg) durante o governo de Íris Resende (1983-1986). Permaneceu no cargo até 1995, quando passou a dedicar-se a atividades particulares.

Foi também membro do diretório regional do PMDB no estado.

Aposentou-se no cargo de fiscal de rendas do estado de Goiás e retirou-se da vida pública.

Casou-se com Ereni Fonseca de Araújo, com quem teve cinco filhos.

Publicou a Mudança da capital federal (1956).