VARGAS, Túlio

Odilon Túlio Vargas nasceu em Piraí do Sul (PR) no dia 28 de junho de 1929, filho de Rivadávia Barbosa Vargas e de Dalila Rolim Vargas.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná e trabalhou depois como jornalista da Fundação Cásper Líbero em Curitiba entre 1947 e 1954.

Em outubro de 1962 elegeu-se deputado estadual no Paraná na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Assumindo o mandato em fevereiro de 1963, tornou-se líder da bancada de seu partido na Assembleia. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Nessa legenda reelegeu-se deputado estadual em novembro de 1966, e na nova legislatura foi líder do governo de Paulo Pimentel (1966-1971) e da Arena.

Em novembro de 1970, sempre na legenda da Arena, elegeu-se deputado federal por seu estado. Assumiu sua cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte, e durante a legislatura foi vice-líder de seu partido. Foi também vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e do grupo de trabalho para estudo da atualização do regimento interno e reforma do processo legislativo da Câmara. Reeleito em novembro de 1974, foi indicado membro do conselho deliberativo do grupo brasileiro da União Interparlamentar e da Comissão de Serviço Público, e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia. Licenciou-se em março de 1975 para assumir o cargo de secretário de Estado do Paraná, no governo de Jaime Canet Júnior (1975-1979), sendo substituído pelo suplente Ari Kfuri.

Em novembro de 1978, como candidato ao Senado pelo Paraná na legenda da Arena, pronunciou-se de forma violenta contra as declarações do líder comunista Luís Carlos Prestes, que recomendara o apoio do eleitorado ao partido oposicionista, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Na ocasião, afirmou que o povo, com sua índole cristã, saberia dar uma resposta às declarações de Prestes, votando em massa na Arena. Na eleição realizada nesse mesmo mês, apesar de ser o mais votado, foi derrotado pela soma das sublegendas da oposição, que concorreu com dois candidatos.

Em 1980, por ocasião de sua nomeação para o cargo de procurador do Estado junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Paraná, afastou-se, por prescrição institucional, da política partidária. Aposentou-se em fevereiro de 1994 e a partir de então restringiu sua atuação às instituições culturais, vindo a ocupar a presidência da Academia Paranaense de Letras. Ao longo de sua vida foi também governador do Distrito L-6 do Lions Club Internacional.

Faleceu em Curitiba no dia 27 de março de 2008.

Casado com Lilian Betty Tamplin Vargas, teve dois filhos.

Publicou O indomável republicano (1970), A última viagem do barão do Serro Azul, O senhor senador, O senhor ministro, O tempo de meu pai, O conselheiro Zacarias e Porta-retrato. Em coautoria com Darci Carneiro, escreveu História biográfica da República do Paraná (1994).