VARJÃO, Valdon

Valdon Varjão nasceu em Cariús (CE) no dia 15 de dezembro de 1923, filho de Manuel Cardoso Varjão e de Maria Olímpia Varjão.

Bacharelou-se em direito em 1978 pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Tabelião, empresário e pecuarista, com o fim do Estado Novo e a redemocratização do país em 1945, foi fundador e secretário do diretório do Partido Social Democrata (PSD) de Barra do Garças (MT).

No ano de 1950, tornou-se membro do diretório regional do PSD mato-grossense e elegeu-se, ainda em 1950, vereador por esse partido, reelegendo-se em 1954. Em 1958, elegeu-se prefeito de Barra do Garças. Empossado no início do ano seguinte, cumpriu todo o período previsto para o exercício do cargo, deixando a prefeitura no início de 1963. Nesse período, em outubro de 1962, disputou uma vaga, sempre pelo PDS, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, sendo bem-sucedido. Empossado no começo de 1963, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. No começo de 1967, ao final da legislatura, concluiu o mandato de deputado estadual.

No pleito de novembro de 1972 elegeu-se novamente prefeito de Barra do Garças na legenda arenista. Empossado em março seguinte, ocupou a presidência do consórcio internacional dos municípios de Barra do Garças, Aragarças, Torixoréu, órgão subordinado à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Deixou tanto a prefeitura quanto o consórcio em 1976.

Nas eleições federais de 1978, integrou, na condição de suplente, a chapa da Arena encabeçada por Gastão Müller ao Senado, que conseguiu eleger-se. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, Valdon Varjão foi um dos fundadores do Partido Popular (PP). Com o afastamento do titular em maio de 1980, assumiu sua vaga, tendo permanecido no Senado até setembro desse ano. Em novembro de 1981, por ocasião de outra licença do titular, tomou posse do mandato no qual permaneceu até fevereiro de 1983. Um ano antes, por discordar da orientação dos líderes do seu partido, que articulavam a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), de orientação governista.

No pleito de novembro de 1982 disputou uma vaga à Câmara dos Deputados na legenda pedessista obtendo a primeira suplência. No mês de julho de 1985 assumiu a vaga de Jonas Pinheiro, permanecendo no exercício do mandato até março de 1986, no lugar do titular. Em 1987 ocupou o cargo de secretário de estado.

Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), elegeu-se vereador em Barra do Garças em dois pleitos consecutivos, exercendo o mandato nas legislaturas 1993-1996 e 1997-2000.

Tornou-se membro, entre outras entidades, da Academia Mato-Grossense de Letras, da Academia Paulista de História, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.

Publicou várias obras de literatura, entre as quais Como e porque trabalham os pedreiros livres - livro maçônico (s.d.); Avante filhos da viúva (s.d.); Barra do Garças (s.d.).

Faleceu em Cuiabá, no dia 3 de fevereiro de 2008.

Era casado com Maria do Rosário Peres Varjão, com quem teve quatro filhos.