BARROS, Jório de
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Jório de Barros Carneiro nasceu em Baixo Guandu (ES) no dia 19 de janeiro de 1943, filho de José de Barros Carneiro e de Olga de Alcântara Barros.
Diplomado pela Escola de Medicina do Rio de Janeiro em 1970, desenvolveu intensa atividade na sua área de especialização médica, a urologia, entre os anos de 1971 e 1981, incluindo a participação em congressos e simpósios nacionais e internacionais.
De 1983 a 1985 foi diretor do Hospital e Maternidade Sílvio Avidos, em Colatina (ES). Iniciou a vida política em 1984, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tornando-se presidente da executiva municipal naquela cidade. Entre 1985 e 1986 foi chefe de Medicina Social do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS), também em Colatina. Ainda em 1986, deixou a presidência do PMDB local.
Em novembro de 1986 foi eleito deputado estadual no Espírito Santo. Empossado em fevereiro de 1987, tornou-se vice-líder do PMDB na Assembleia Legislativa e membro do diretório regional do partido, cargo que ocuparia até 1990. No início da legislatura, participou da Comissão de Educação, Saúde e Meio Ambiente, e da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a deportação de menores do estado. Nos trabalhos constituintes, inaugurados no final do 1988, foi relator da Comissão Temática I (Da organização dos poderes estaduais e municipais; política urbana; dos direitos dos servidores civis e militares e da intervenção no processo constituinte). Em 1989, viajou à Síria como representante da Assembleia.
No pleito de outubro de 1990 foi eleito deputado federal pelo Espírito Santo na legenda do PMDB. Tomou posse em fevereiro de 1991 e participou no mesmo ano da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.
Já no governo Itamar Franco, absteve-se na votação da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem destiná-los obrigatoriamente aos setores de saúde e educação, bem como na votação do fim do voto obrigatório. Foi favorável à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1994, obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao fim da legislatura.
Tornou-se proprietário do Centro Médico de Colatina.
Casou-se com Mariluci Devita de Barros, com quem teve três filhos.
Publicou em coautoria “Tuberculose urinária”, no Jornal Brasileiro de Urologia.