VIANA, Marcos
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Marcos Pereira Viana nasceu em Vitória no dia 8 de maio de 1934, filho de Ari Viana e de Maria Madalena Pereira Viana.
Formou-se em 1957 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil e no ano seguinte ingressou na Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), tornando-se em 1959 chefe da Comissão Especial de Obras Portuárias da empresa. Em 1960, sem prejuízo da chefia que exercia, assumiu a cadeira de resistência de materiais da Escola de Engenharia da Universidade do Espírito Santo. Em junho de 1961 foi designado para a chefia do Departamento de Obras da CVRD, que ocupou até 1962, quando passou a superintendente-geral da empresa. Acumulou essa função, de 1963 a 1965, com a de diretor da Beneficiamento de Itabiritos S.A. - Benita -, e neste último ano deixou a Vale do Rio Doce para assumir a direção da Aços Anhangüera S.A. Retornou contudo à Vale em 1968 no cargo de superintendente-geral industrial.
Dirigiu a Rio Doce Madeiras de 1969 a janeiro de 1970, quando, na condição de superintendente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), foi nomeado secretário-geral do Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, na gestão de Hélio Beltrão. Ainda em 1970 presidiu o Instituto de Planejamento (Iplan) e a Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), atual Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na condição de secretário-geral, substituiu também interinamente o ministro do Planejamento. Naquele mesmo ano, tornou-se presidente da Tecnicorp DTVM (depois Banco Tecnicorp), na qual permaneceria até 1975.
Em outubro de 1970, durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), foi nomeado pelo então ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Veloso, presidente do BNDE, em substituição a Jaime Magrassi de Sá. Sua atuação à frente desse órgão voltou-se para o reforço da função privatista da instituição e do setor privado da economia brasileira.
Em 1974 teve o seu nome cogitado por setores da Aliança Renovadora Nacional (Arena) para a sucessão do governador do Espírito Santo, Artur Gerhardt, de quem recebeu apoio. O candidato escolhido foi, no entanto, Élcio Álvares, eleito pela Assembleia Legislativa capixaba em outubro de 1974. Mantido à frente do BNDE pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979), foi o presidente do BNDE que mais tempo ocupou o cargo, cerca de nove anos, visto que só veio a ser substituído em março de 1979, após a posse do presidente João Figueiredo, por Luiz Antonio Sande de Oliveira. Durante esses anos presidiu a Finame e integrou o Conselho Monetário Nacional, ao qual retornaria em 1985.
De volta à Tecnicorp, em 1979, presidiu aquela instituição até 1985. Neste último ano, tornou-se diretor-geral da Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (Cacex) e no ano seguinte, vice-presidente da Verolme Estaleiros Reunidos do Brasil S.A., onde permaneceria até 1988. Sócio-gerente da Concorp Consultores Associados Ltda. entre 1990 e 1995, nesse período - de outubro de 1992 a março de 1993 - exerceu a vice-presidência do BNDES, durante a gestão de Antônio Barros de Castro.
Foi também conselheiro da Companhia Siderúrgica Nacional, da Usiminas - Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais, da Cosipa - Companhia Siderúrgica Paulista e da Cofavi - Companhia de Ferro e Aço de Vitória. Integrou o Conselho Interministerial de Preços, o Conselho de Desenvolvimento Industrial e os conselhos do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais e do Fundo de Modernização e Reorganização Industrial. Presidiu a Associação Brasileira dos Bancos de Desenvolvimento Econômico e trabalhou para a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração (Caemi), empresa do grupo Azevedo Antunes.
Afastado das atividades profissionais desde 1995, colabora com Luiz Alberto Bittencourt e Luis Cesar Faro na elaboração de livro sobre sua trajetória, cujo título provisório é Marcos Vianna - o BNDES que pensava o Brasil.
Casou-se pela primeira vez com Daisy Vianna, com quem teve três filhos, unindo-se mais tarde a Ariane Castelo da Costa.