VIEIRA, Rogério
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Rogério Vieira nasceu em São Francisco do Sul (SC) no dia 3 de julho de 1903, filho de Alfredo Vieira e de Hermínia Veiga Vieira.
Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e da Revolução de 1930, assumindo, após a vitória dos revolucionários, a prefeitura municipal de sua cidade natal e, posteriormente, a de Florianópolis. No pleito de outubro de 1934 elegeu-se deputado à Assembleia Constituinte de Santa Catarina, na legenda do Partido Liberal Catarinense. Empossado em maio de 1935, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. Permaneceu na Assembleia catarinense até o dia 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país.
Nesse mesmo ano foi nomeado para os cargos de secretário de Viação e Obras Públicas e de Agricultura de Santa Catarina, durante o governo do interventor federal Nereu Ramos. Posteriormente presidiu a Comissão de Salário Mínimo do estado e foi diretor do Serviço de Defesa Civil.
Formado pela Faculdade de Direito de Florianópolis em 1942, com a desagregação do Estado Novo e a reconstitucionalização do país, elegeu-se no pleito de dezembro de 1945 segundo suplente de deputado por Santa Catarina à Assembleia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu o mandato desde o início dos trabalhos constituintes, em fevereiro de 1946, em substituição a Nereu Ramos, também eleito deputado, mas que optara pelo mandato de senador.
Com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Nessa legislatura foi presidente da Comissão de Transportes e Comunicações e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Arrecadação e Aplicação das Rendas dos Institutos de Previdência Social. Em outubro de 1950 candidatou-se à reeleição, mais uma vez na legenda do PSD, mas obteve apenas uma suplência. Em janeiro de 1951, ao final da legislatura, deixou a Câmara Federal. Em dezembro de 1955 foi nomeado presidente do Instituto Nacional do Pinho.
Faleceu em Florianópolis no dia 3 de setembro de 1978.
Era casado com Celmira Serrão Vieira, com quem teve três filhos.