WAGNER, João

João Wagner elegeu-se presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) em maio de 1964, após um período em que a entidade esteve sob intervenção federal. A cargo de uma junta governativa, sob o comando de Francisco Spolidoro Borges, a intervenção foi determinada pelo novo governo empossado após o movimento político-militar de 31 de março desse mesmo ano, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Durante a gestão de João Wagner foram criadas as secretarias de administração, de finanças, de assuntos de trabalho e previdência, de assuntos internacionais, de relações públicas, além da secretaria de organização da entidade.

João Wagner foi reeleito para o cargo em 1966. Durante os anos de 1967 e 1968, as entidades sindicais desencadearam uma intensa campanha contra a política salarial do governo Castelo Branco (1964-1967), que visava reintegrar os reajustes salariais na política econômica do país, e contra o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que fora instituído em 1966, acabando com a estabilidade do trabalhador após dez anos de serviço. Em abril de 1967 realizou-se em Brasília o III Congresso Brasileiro dos Trabalhadores na Indústria, contando com presença de 408 delegados de federações e sindicatos de trabalhadores e do ministro do Trabalho Jarbas Passarinho. Nesse congresso, a CNTI preconizou a elevação dos salários reais médios aos níveis existentes antes da entrada em vigor da política salarial do governo Castelo Branco, bem como o aumento do nível de emprego, que vinha sendo gravemente afetado. João Wagner deixou a presidência da entidade em maio de 1968, sendo substituído, por Olavo Previatti. Desse ano a 1970 e de 1971 ao ano seguinte voltou a integrar a diretoria da CNTI, dessa vez como secretário para assuntos de trabalho e previdência. Secretário-geral da CNTI de fevereiro de 1972 a maio de 1974, exerceu nos seis anos seguintes o cargo de secretário de educação da mesma entidade.