WILSON, Jorge

Jorge Wilson de Matos nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de novembro de 1943, filho de Ernâni Viana de Matos e de Maria Vieira de Matos.

Estudante de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), entre 1979 e 1983 fez diversos cursos durante sua graduação, entre os quais o de desenvolvimento gerencial de pessoal, no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), em 1979; de Segurança e Relações Públicas, na Portobrás, em 1980; o de Serviço Social na Empresa, no Senac de São Paulo, em 1986.

Membro da Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1994, elegendo-se deputado federal pelo Rio de Janeiro. Anulado o pleito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), em virtude do excessivo número de votos em branco, e convocadas novas eleições, Jorge Wilson confirmou sua vitória e tomou posse em fevereiro de 1995, integrando-se à Comissão de Constituição e Justiça. No mesmo ano, saiu do PMDB e ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Em 1995, votou a favor da quebra do monopólio na exploração do petróleo e nos setores de telecomunicações, navegação de cabotagem e distribuição de gás canalizado. Opôs-se, também, à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação.

Em julho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos para a saúde. Nessa época, passou a fazer parte da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Em novembro, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu restabelecer o resultado do pleito de outubro de 1994, Jorge Wilson não teve sua condição alterada, sendo reempossado na Câmara em 17 de fevereiro de 1997.

Participando das comissões de Direitos Humanos e de Relações Exteriores e Defesa Nacional, votou a favor da emenda da reeleição para o presidente da República, governadores e prefeitos e, em novembro seguinte, pelo destaque do projeto de reforma administrativa do governo que instituiu a possibilidade de demissão no funcionalismo público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal superassem 60% da arrecadação.

Vice-líder do bloco formado pelo PMDB, ao qual retornara, e o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), reelegeu-se no pleito de outubro de 1998. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e pelo estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição, para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 1999.

Casou-se com Jurema Novaes de Matos, com quem teve quatro filhos.