YASSUDA, Fábio
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Fábio Riodi Yassuda nasceu em Pindamonhangaba (SP) no dia 30 de agosto de 1922, filho de Rioiti Yassuda e de Shiduca Yassuda, imigrantes japoneses.
Estudou em sua cidade natal, ingressando em 1939 na Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós, em Piracicaba (SP). Deixou contudo a escola antes de diplomar-se para dirigir uma fazenda em Pindamonhangaba. Trabalhou em seguida na Cooperativa Agrícola de Cotia (SP), da qual se tornou diretor em 1948. Foi reconduzido ao cargo em 1951, 1954, 1957 e 1960 e nesse último ano tornouse membro do Conselho Consultivo de Tecnologia Agrícola da Secretaria da Agricultura do estado de São Paulo durante o governo de Carlos Alberto de Carvalho Pinto. Em novembro do mesmo ano passou a integrar o Conselho de Política Aduaneira, órgão ligado ao Ministério da Fazenda, e tornou-se suplente da diretoria da Confederação Nacional de Agricultura, cargo no qual foi efetivado em setembro de 1963 e que ocuparia até 1968.
Ainda em 1963 tornou-se diretor-gerente da Cooperativa Agrícola de Cotia, conselheiro da Comissão de Abastecimento e Preços de São Paulo, e diretor do Departamento de Beneficiamento e Industrilização da União das Cooperativas do Estado de São Paulo (UCESP). Em 1966 tornou-se superintendente da Cooperativa Agrícola de Cotia, cargo que exerceria até 1969, e em 1967 foi designado pela Confederação Nacional de Agricultura delegado brasileiro à reunião continental Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), realizada em Montevidéu. No ano seguinte tornou-se vice-presidente da Comissão Mista Brasil-Japâo.
Em abril de 1969 foi nomeado pelo prefeito Paulo Maluf secretário de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo. Com o início do governo do general Emílio Garrastazu Médici em outubro de 1969, Fábio Yassuda chegou a ser cogitado para a pasta da Agricultura, más foi nomeado ministro da Indústria e Comércio, em substituição ao ministro interino José Fernandes Luna. Em fevereiro do ano seguinte exonerou-se do cargo - num episódio inesperado, mas que permaneceu circunscrito na época à formal troca de cartas entre ele e o presidente da República -, sendo substituído por Marcus Vinícius Pratini de Morais. Durante sua curta gestão, defendeu os interesses das seguradoras nacionais, forçando as organizações multinacionais a abandonar a preferência por seguradoras estrangeiras. Recusou-se ainda a elevar de 15% para 30% a retenção que pesava sobre as exportações de café solúvel pelos torradores nacionais. Ainda em 1970 foi nomeado pelo presidente Médici comissário-geral do Brasil para a Expo 70, realizada em Osaka, no Japão. Em 1975 tornou-se presidente da Companhia de Indústrias Químicas do Nordeste, a Ciquine.
Fábio Yassuda foi vice-presidente da UCFSP, da Associação Rural do Litoral Paulista e da Associação Rural de São Paulo, da qual foi um dos fundadores. Segundo-vice-presidente do Centro Brasileiro do Comércio Exterior (Cebracesc), foi diretor da Companhia Petroquímica de Camaçari (BA). Integrou ainda o conselho do Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa), a comissão do desenvolvimento da aviação agrícola brasileira do Departamento de Defesa e Inspeção Agropecuária do Ministério da Agricultura e o conselho de administração do Fundo de Pesquisa do Instituto Biológico, como representante da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), entidade da qual foi delegado junto à Confederação Nacional de Agricultura.
Como representante do Ministério das Relações Exteriores, integrou o grupo de trabalho sobre as chamadas Negociações Kennedy, conduzidas no âmbito do General Agreement on Tariffs and Trade (GATT), o conselho de administração da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), da Fundação Getúlio Vargas, o Alto Conselho Agrícola da Secretariada Agricultura e o conselho fiscal da Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo. Foi ainda membro do diretório regional de São Paulo da União Democrática Nacional (UDN).
Divorciado, teve uma filha, que veio a falecer em 1982, fazendo com que Fábio Yassuda fosse para um “auto-exílio” em Pindamonhangaba. Abandonando sua carreira profissional, passou a limitar suas atividades a consultorias para empresários locais.