AÇÃO LIBERTADORA
| Tipo | Temático |
|---|
Partido político gaúcho fundado em 1937 por dissidentes do Partido Libertador (PL). Foi extinto pelo Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937, que extinguiu todos os partidos políticos do país.
As causas imediatas da dissidência que se abriu dentro do PL estavam relacionadas com o problema da sucessão de Getúlio Vargas na presidência da República. Enquanto a candidatura de José Américo de Almeida foi sustentada pelas correntes situacionistas, a candidatura de Armando de Sales Oliveira, lançada pelo Partido Constitucionalista de São Paulo, recebeu o apoio de todas as oposições ao presidente Vargas, nas quais se incluía José Antônio Flores da Cunha, governador do Rio Grande do Sul e chefe do Partido Republicano Liberal (PRL).
O PL, junto com o Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), vinha desenvolvendo desde a Revolução de 1932 uma sistemática oposição ao governo Vargas. Entretanto, a partir de 1936, no interior desses dois partidos surgiram correntes favoráveis a uma reaproximação com o governo central.
Em 1937, a direção do PL decidiu apoiar a candidatura situacionista de José Américo de Almeida, provocando protestos e conduzindo ao questionamento da própria orientação do partido. Um grupo formado pelo general Filipe Portinho, Camilo Mércio, o deputado estadual Fay Azevedo, o deputado federal Barros Cassal, Gabriel Pedro Moacir, Breno Pinto Ribeiro, Francisco Orcy, o coronel Laudelino Barcelos e o general Cândido Carneiro Júnior, entre outros, constituiu a Ação Libertadora e passou a apoiar a candidatura de Armando de Sales Oliveira.
A Ação Libertadora teve entretanto fraca atuação e vida curta, desaparecendo com a instalação do Estado Novo.