AÇÃO POPULAR RENOVADORA

Dissidência da seção paulista da União Democrática Nacional (UDN), constituída em junho de 1947 sob a liderança de Paulo Nogueira Filho e Castilho Cabral. Posteriormente, foi absorvida pelo Partido Social Progressista (PSP), fundado por Ademar de Barros.

A origem da dissidência remonta à criação da UDN paulista, em função da eleição de delegados para a convenção nacional de fundação desse partido, realizada nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 1945. O grupo majoritário liderado por Valdemar Ferreira e formado por ex-integrantes do Partido Democrático de São Paulo e do Partido Republicano Paulista tentou monopolizar as vagas da delegação paulista em detrimento principalmente do grupo ligado ao ex-interventor Ademar de Barros. Diante desse quadro, Ademar retirou-se da UDN para fundar seu próprio partido, deixando entretanto, nas fileiras udenistas, um grupo de simpatizantes.

Com a eleição de Ademar de Barros para o governo de São Paulo em 19 de janeiro de 1947, o diretoria estadual da UDN recusou-se a prestar qualquer tipo de apoio ao novo governador, negando-se mesmo a aceitar cargos em sua administração. Em vista disso, a corrente ademarista no interior da UDN decidiu-se pela cisão e pela formação da Ação Popular Renovadora, cujo manifesto foi lançado em 26 de julho de 1947.