ALIANÇA MATO-GROSSENSE

Partido político mato-grossense fundado em 1936 a partir das cisões ocorridas no Partido Liberal Mato-Grossense e no Partido Evolucionista de Mato Grosso. Reuniu os membros dos dois partidos que apoiavam Filinto Müller e eram liderados pelos senadores João Vilasboas e Vespasiano Barbosa Martins. Foi extinta pelo Decreto nº 37, junto com os demais partidos do país, em 2 de dezembro de 1937, após a instalação do Estado Novo.

A Aliança Mato-Grossense colocou-se na oposição ao Partido Republicano Mato-Grossense, que apoiava o governador Mário Correia da Costa, eleito pela Assembleia Constituinte Estadual em 1935. Apesar de sua política de pacificação entre os partidos, Mário Correia da Costa viu crescer dia a dia a oposição a seu governo.

Em 22 de dezembro de 1936, elementos ligados ao governo praticaram um atentado contra a oposição do qual saíram feridos os senadores Vespasiano Martins e João Vilasboas. Este último denunciou o governador junto à Corte de Apelação do estado, acusando-o de crime de responsabilidade. Os deputados da Aliança Mato-Grossense pediram garantias e asilo no quartel do 16º Batalhão de Caçadores, comandado pelo major Mário de Magalhães Barata. Diante do agravamento da situação, o governo federal começou a enviar tropas a Cuiabá, para garantir o funcionamento da Assembleia Legislativa.

Com as eleições municipais de 20 de janeiro de 1937, a tensão tornou a se agravar e o jornal da Aliança Mato-Grossense, O Evolucionista, foi censurado. Nova intervenção federal ocorreu no dia 6 de março, sendo nomeado interventor o capitão Manuel da Silva Pires, que governou até o mês de setembro. Nesse momento, com a morte de Mário Correia da Costa, a Assembleia Legislativa elegeu Júlio Strubing Müller para o governo estadual.

Na convenção de lançamento da candidatura oficial de José Américo de Almeida à presidência da República, realizada em 25 de maio de 1937, a Aliança Mato-Grossense foi representada pelos senadores Vespasiano Martins e João Vilasboas.