BASTOS, Alberto de Lemos
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Alberto de Lemos Bastos nasceu em Londres, na Inglaterra, no dia 8 de setembro de 1881, filho de Inocêncio de Lemos Basto e Lina Ferreira de Lemos Basto.
Ingressou na Escola Naval como aspirante a guarda-marinha em janeiro de 1898. Após concluir o curso, foi promovido a segundo-tenente em abril de 1902 e a primeiro-tenente em setembro do ano seguinte. Fez o curso de minas e torpedos da Escola de Defesa Submarina em 1908.
Capitão-tenente em fevereiro de 1911, fez o curso de submersíveis da Escola de Submarinos em 1917, sendo promovido a capitão-de-corveta em setembro de 1921. Três anos depois, fez o curso da Escola Naval de Guerra. Em maio de 1931, passou a capitão-de-fragata. No início de 1933 foi designado para comandar uma força naval cuja missão era garantir a soberania brasileira na região fronteiriça com o Peru e a Colômbia, países envolvidos em disputa pelo território de Letícia. No mês de março, a Liga das Nações, visando a que o conflito não tomasse maiores proporções, propôs aos países beligerantes a formação de uma comissão sob sua égide que ficasse incumbida de administrar Letícia pelo prazo de um ano. Aceita a proposta, Lemos Basto foi o representante brasileiro na comissão, integrada ainda por um norte-americano e um espanhol.
Promovido a capitão-de-mar-e-guerra em julho de 1933, em setembro de 1936 foi nomeado, pelo presidente Getúlio Vargas, juiz do Tribunal de Segurança Nacional (TSN), instalado para o julgamento dos implicados na Revolta de 1935. No dia 7 de maio de 1937, o TSN - presidido pelo desembargador Frederico de Barros Barreto e integrado por Lemos Bastos, Luís Carlos da Costa Neto, Antônio Pereira Braga e Raul Machado - julgou os principais acusados do levante comunista, entre os quais Luís Carlos Prestes e Agildo Barata.
Em junho de 1938, já durante o Estado Novo (1937-1945), como membro do mesmo tribunal, julgou os implicados no Putsch integralista que irrompera em maio anterior, sob a liderança dos integralistas e com o apoio dos oposicionistas liberais. O movimento, que visava à deposição de Getúlio Vargas, resumiu-se praticamente a um assalto frustrado ao palácio Guanabara, residência oficial do presidente da República. Contra-almirante em dezembro de 1939, assumiu posteriormente o comando da Escola Naval, integrando em 1941 o Conselho do Almirantado. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com a declaração de guerra do Brasil à Alemanha e à Itália em 31 de agosto de 1942 e a criação de comandos navais com o objetivo de propiciar uma defesa mais eficaz do litoral brasileiro, foi designado chefe do Comando Naval do Leste, sediado em Salvador e abrangendo a costa dos estados de Sergipe, Bahia e Espírito Santo. Permaneceu no cargo até o término do conflito em 1945. Nesse período, em dezembro de 1943, foi promovido a vice-almirante. Passou à reserva remunerada em outubro de 1945 e foi reformado em fevereiro de 1950.
Entre fevereiro de 1951 e novembro de 1954, foi presidente da Comissão de Marinha Mercante e diretor do Lóide Brasileiro.
Faleceu no dia 3 de março de 1968.