I CONGRESSO DA JUVENTUDE DO BRASIL

Reunião programada pelos estudantes a partir de setembro de 1934. Não chegou a se realizar devido à forte repressão policial desencadeada contra todos os grupos de contestação ao regime após a Revolta Comunista de novembro de 1935. O movimento preparatório alcançou contudo grande repercussão.

A ideia do I Congresso da Juventude do Brasil foi lançada pelos estudantes cariocas da Faculdade de Direito, que receberam o apoio da Juventude Comunista. O congresso tinha por objetivo combater o fascismo e congregar os estudantes em torno de posições democráticas, impedindo sua adesão ao integralismo.

O comitê dirigente e organizador do encontro era integrado por Ivan Pedro Martins (presidente), Carlos Lacerda (vice-presidente), Edmundo Muniz (secretário), Jorge Amado e Medeiros Lima. Esse grupo conseguiu formar uma frente única antifascista na Faculdade de Direito, congregando uma “ala das artes” e uma “ala das ciências”. Além disso, a comissão organizadora do congresso possuía representantes na direção da Aliança Nacional Libertadora (ANL), entre os quais se destacavam Ivan Pedro Martins e Carlos Lacerda.

Visando conquistar a adesão de todos os jovens brasileiros, os estudantes encarregados da preparação do congresso participaram de várias manifestações antifascistas e percorreram diversas cidades do Norte e do Nordeste do país. Nessas regiões foram promovidos encontros com a finalidade de estudar a situação dos jovens e de concitá-los à luta pela liberdade, contra o fascismo.

Após a Revolta Comunista de novembro, o governo determinou o fechamento de todas as entidades ligadas à ANL, além da prisão de grande número de estudantes. Com isso, o I Congresso da Juventude não pôde se realizar.