FRENTE NACIONAL DO TRABALHO
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Mônica Kornis |
Organização de trabalhadores de orientação anticomunista formada em 1958, em São Paulo, por um grupo de advogados trabalhistas, de representantes da Igreja Católica e de líderes do Sindicato de Trabalhadores em Cimento. Um de seus principais articuladores foi Mário Carvalho de Jesus.
No mês de outubro de 1958, a Frente Nacional do Trabalho (FNT) conduziu uma greve na fábrica de Cimento Perus, em São Paulo, visando à elevação dos salários em 40% e à readmissão do recém-deposto primeiro-secretário do Sindicato de Trabalhadores em Cimento. A greve contou com o apoio de importantes membros da Igreja, como o bispo de Santo André, dom Jorge Marcos de Oliveira, recebendo no entanto severas críticas por parte dos líderes sindicais comunistas. As reivindicações do movimento foram aceitas ao final de 46 dias.
Em maio de 1960, conduzida pela FNT, foi deflagrada uma greve na fábrica de biscoitos Aimoré, também em São Paulo, reivindicando entre outros pontos a demissão do chefe de pessoal, a readmissão e a indenização de operários demitidos e a aceitação de um contrato coletivo de trabalho. Esse movimento terminou em fins de novembro com a demissão do chefe de pessoal e o pagamento de parte dos dias de greve.
No mês de junho, a FNT liderou uma greve na Melhoramentos - empresa formada por uma fábrica de papel e uma editora - exigindo a aceitação de um contrato coletivo de trabalho.
Em preparação ao III Congresso Sindical Nacional, marcado para agosto de 1960 no Rio de Janeiro, os representantes das várias tendências atuantes no sindicalismo paulista, inclusive da FNT, passaram a se reunir, reivindicando a instauração de contratos coletivos de trabalho a serem firmados entre os trabalhadores e as empresas.
A FNT apoiou a candidatura de Jânio Quadros nas eleições presidenciais de outubro de 1960.