FRENTE PATRIÓTICA CIVIL-MILITAR
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Movimento criado pelo almirante Sílvio Heck em janeiro de 1963, após a realização do plebiscito que, abolindo o regime parlamentarista instaurado em setembro de 1961, devolveu a João Goulart plenos poderes presidenciais. A frente opunha-se ao governo de Goulart e atuava próximo ao Grupo de Ação Patriótica (GAP), organização de direita chefiada por Aristóteles Drummond.
Em dezembro de 1963, o jornal carioca Correio da Manhã publicou o programa da frente. Entre outros pontos, defendia-se o estabelecimento no país de “um governo realmente democrático... alicerçado na união do povo organizado com as forças armadas”, o combate a todas as formas de corrupção, a solução do problema agrário mediante legislação que atendesse às diversas situações regionais do campo brasileiro, o combate à inflação e à carestia, a abolição de todas as formas de intervenção do Estado nos sindicatos e a fixação de uma política externa que consagrasse “nossa independência na interdependência e nossa vocação latino-americana”.