LIGA DE DEFESA DA CULTURA POPULAR

Movimento político, também chamado Centro de Defesa da Cultura Popular, criado no Rio de Janeiro (então Distrito Federal) a 16 de abril de 1935, filiado à Aliança Nacional Libertadora (ANL).

A liga tinha como objetivo principal estabelecer a aproximação do trabalhador manual com o trabalhador intelectual. Pretendia ser um centro de debates, onde poderiam se expressar todos aqueles que tivessem algo de novo a dizer. A atuação do centro deveria voltar-se para a luta pela preservação do pensamento moderno contra a influência de “ideologias medievais” e pela união dos estudiosos de todo o Brasil, na defesa da verdadeira cultura e do progresso social.

Integraram o movimento, entre outros, Rubem Braga (jornalista), Brasil Gérson (jornalista), Arísio Viana (advogado), Genolino Amado (advogado), Sady Garibaldi (jornalista), Benjamim Soares Cabello (jornalista), Carlos Lacerda (estudante), Maria Werneck de Castro (advogada), Aníbal Machado (escritor), Medeiros Lima (estudante), Benedito Medeiros (escritor), Maurício de Lacerda Filho (médico), A. D. Tavares Bastos (advogado), Santa Rosa (desenhista) e Murilo Miranda (estudante).

As atividades da liga se desenvolveram através de conferências, destacando-se entre os temas abordados “A penetração imperialista na América do Sul”, “Os missionários como vanguarda do imperialismo”, “O imperialismo no setor do ensino”, e “A imprensa como arma do imperialismo”. Foi também organizada uma exposição de folhetos de cordel, durante a qual foram feitas conferências sobre o assunto.

Com a instalação do Estado Novo, a Liga de Defesa da Cultura Popular foi extinta e muitos de seus integrantes foram presos.