BAYMA JÚNIOR, Antônio

Antônio Rodrigues Bayma Júnior nasceu em Caxias (MA) no dia 21 de junho de 1945, filho de Luís Gonzaga Bayma Pereira e de Íris Ferro Bayma Pereira.

Concluiu o curso de engenharia mecânica na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1969.

Ingressou na política filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS), em cuja legenda elegeu-se deputado federal no pleito de novembro de 1982. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão do Interior.

A proposta de emenda constitucional apresentada pelo deputado mato-grossense Dante de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), restabelecendo eleições diretas para a presidência da República em 1984, proporcionou o desencadeamento da conhecida campanha nacional das diretas. Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984, o deputado Bayma Júnior, atendendo à orientação partidária, ausentou-se da votação em que a emenda não foi aprovada por falta de apenas 22 votos, ficando dessa forma impedida de ser remetida para apreciação do Senado.

Esse resultado definiu que o próximo presidente da República seria mesmo eleito por via indireta. Vários eram os pretendentes à condição de candidato oficial do governo. A falta de consenso quanto à forma de escolha provocou uma cisão no PDS e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Para resolver a questão, o partido realizou sua convenção em agosto, na qual o deputado paulista Paulo Maluf derrotou o então ministro do Interior Mário Andreazza. Maluf tornou-se, então, o candidato oficial do partido governista, tendo o deputado cearense Flávio Marcílio como seu vice.

Para concorrer com os candidatos da situação, os partidos de oposição, com exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal, reunidos na Aliança Democrática, lançaram Tancredo Neves, então governador de Minas Gerais, e José Sarney, ex-presidente do PDS e então senador pelo Maranhão, como seus respectivos candidatos a presidente e vice-presidente da República. Na reunião do Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, Bayma Júnior votou em Paulo Maluf (PDS), que foi derrotado por Tancredo Neves. Porém a doença do presidente eleito na véspera de sua posse permitiu que o seu vice assumisse o governo, em caráter interino, no dia 15 de março desse ano e fosse efetivado no mês seguinte, após a morte do titular.

No pleito de novembro de 1986, concorreu à reeleição na legenda do PDS, mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura, não chegando a retornar ao Legislativo no período seguinte.

Bayma Júnior não concorreu no pleito de outubro de 1990. Com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993, da qual resultou o Partido Progressista Reformador (PPR), filiou-se a essa agremiação. Também não concorreu a uma cadeira no Legislativo federal nas eleições de outubro de 1994. Com a nova fusão partidária ocorrida em agosto de 1995, desta feita do PPR com o Partido Progressista (PP), surgindo daí o Partido Progressista Brasileiro (PPB), filiou-se a essa nova legenda, não voltando a disputar qualquer cargo eletivo no pleito de outubro de 1998.

Afastando-se da política, passou a dedicar-se ao magistério. Em junho de 2006, continuava atuando como professor universitário. Foi também diretor-técnico, diretor-superintendente e presidente das Centrais Elétricas do Maranhão, interventor estadual na Prefeitura de Imperatriz (MA) e prefeito de São Luís.

Casou-se com Gilse Monte Bayma, com quem teve três filhos.