MOVIMENTO NACIONAL REVOLUCIONÁRIO

Movimento organizado a partir de 1966 por intelectuais e militares que pretendiam, através da luta armada, derrubar o regime militar instalado no país em abril de 1964. Liderado, segundo O Estado de S. Paulo, pelo escritor e jornalista Otto Maria Carpeaux, por Bayard de Maria Boiteux e por Amadeu Rocha, e contando com o apoio de Leonel Brizola, então no exílio, o movimento desenvolveu como ação principal a guerrilha de Caparaó e publicou um único número do jornal O Levante, editado por Carpeaux.

Contando com o financiamento de Cuba para a compra de armamentos, uniformes e víveres, um primeiro núcleo guerrilheiro, composto de 14 homens, se instalou na serra de Caparaó, entre Minas Gerais e Espírito Santo, em novembro de 1966. Esse grupo logo começou a organizar outros focos guerrilheiros, um deles em Mato Grosso, sob o comando do ex-sargento Onofre Pinto. Nesse momento foi decidido que a coordenação geral de toda a operação de guerrilha caberia a um movimento mais amplo - o Movimento Nacional Revolucionário (MNR) -, cujo nome foi escolhido em homenagem ao movimento guerrilheiro da Bolívia. A data de início da operação revolucionária foi marcada para julho de 1967. Antes disso, contudo, as tropas do Exército localizaram o grupo de Caparaó e o desarticularam.

Parte dos integrantes do MNR constituiu em seguida a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).