MOVIMENTO POPULAR JÂNIO QUADROS (MPJQ)
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Brás José de Araújo |
Movimento fundado em 20 de abril de 1959, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, em sessão presidida por Carlos Castilho Cabral e com a presença de Lino de Matos. Nessa ocasião foi lançada a candidatura de Jânio Quadros à presidência da República.
Tendo como patrono o marechal Juarez Távora e como presidente de honra o professor Carlos Alberto de Carvalho Pinto, então governador do estado de São Paulo, o movimento tinha uma direção nacional assim constituída: presidente - Carlos Castilho Cabral; vice-presidentes - Cristóvão Mendes da Silva, Xavier d’Araújo, João P. Ribeiro Dantas e Alencastro Guimarães; secretário-executivo - Artur Oscar Junqueira; secretário-político - José Aparecido de Oliveira; primeiro e segundo secretários - Gáudio de Melo Pires e Sílvio Vasconcelos; tesoureiros - Carlos Koehler e Osvaldo Pedroso; procuradores - Sérgio Nogueira Ribeiro e Sílvio Romero Moreira. Era também constituído por um conselho político e possuía seções organizadas em todos os estados, no Distrito Federal e no território do Rio Branco. Em seu programa de dez pontos divulgado em 3 de novembro de 1959 destacavam-se notadamente as teses de que “Petróleo é soberania”, da necessidade do desenvolvimento harmônico das várias regiões do país e de que o movimento não interviria nas questões internas dos partidos políticos.
O MPJQ desempenhou papel expressivo na campanha presidencial de Jânio Quadros. Em 22 de julho de 1961, divulgou uma carta de princípios aprovada em convenção nacional.
Tentou apoiar Jânio Quadros após a renúncia e daí em diante se restringiu a São Paulo, acabando por desaparecer da vida política junto com seu líder.