BECKMANN FILHO, Henrique
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Henrique Beckmann Filho nasceu em Taquari (RS), no dia 12 de novembro de 1917, filho de Henrique Beckmann e Elvira J. Beckmann.
Seus primos Ernesto e Orlando Geisel seguiram a carreira militar. O primeiro esteve à frente do Comando Militar de Brasília (1961), foi chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (1961 e 1964-1967), ministro do Superior Tribunal Militar (1967-1969), presidente da Petrobrás (1969-1973), tendo chegou a presidente da República (1974-1979). O segundo foi chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército (1965-1966), comandante do III Exército (1966), chefe do Estado-Maior do Exército (1966-1968) e do Estado-Maior das Forças Armadas (1968-1969) e ministro do Exército (1969-1974).
Após cursar o secundário no Colégio Militar de Porto Alegre, Henrique Beckman Filho sentou praça em abril de 1936 na Escola Militar do Realengo, de onde saiu em dezembro de 1938, aspirante à arma da artilharia. Segundo tenente em dezembro do ano seguinte, foi promovido a primeiro tenente em 1941 e a capitão em dezembro de 1944.
Em 1947, iniciou o curso de comando e estado-maior na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), no Rio de Janeiro, concluindo-o dois anos depois. Designado, em 1950, adjunto da 1ª e 4ª seções do Estado-Maior da 3ª Região Militar, em Porto Alegre, ascendeu à patente de major em dezembro de 1951, passou a adjunto da seção de planejamento e cooperação da Zona Militar Sul, também em Porto Alegre, em 1953. Instrutor da seção de artilharia e da seção de tática geral da ECEME entre 1956 e 1958, de maio a julho do ano seguinte, exerceu a chefia da 1ª seção da 8ª CR.
Chefe da 3ª seção do Quartel General da 6ª Divisão de Infantaria em 1960, recebeu, em dezembro deste ano, a promoção a tenente-coronel. Ao deixar esta chefia em 1962, foi instrutor da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e, em junho, começou o curso de estado-maior na Alemanha Ocidental, de onde retornou em dezembro de 1963. Comandante do 1/6° Regimento de Obuses - 105, em São Leopoldo (RS) em abril de 1964, foi alçado, em dezembro deste ano a coronel. Em junho de 1966 tornou-se chefe da 3ª seção do III Exército (Porto Alegre). No ano seguinte, foi designado subchefe do Estado-Maior do III Exército, unidade que passou a chefiar em 1968.
Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Planalto e da 11ª Região Militar (Brasília) entre 1969 e 1971, tornou-se, no ano seguinte, prefeito militar de Brasília. Entre novembro de 1972, quando recebeu a promoção a general-de-brigada e setembro de 1974, exerceu as funções de diretor patrimonial de Brasília. Foi então designado comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão do Exército, em Cruz Alta (RS), onde permaneceu até dezembro de 1976. No ano seguinte fez o curso superior de guerra da Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro, e foi promovido, em novembro, a general-de-divisão.
Foi comandante da 2ªDivisão do Exército, em São Paulo, entre janeiro de 1978 e julho de 1981, quando foi promovido a general-de-exército. Comandou interinamente o II Exército depois da morte do general Mílton Tavares em junho de 1981 até outubro do mesmo ano, quando foi substituído pelo general Sérgio Ari Pires. Nessa ocasião, tornou-se chefe do Departamento Geral de Serviços, no lugar do general Rui de Paula Couto. Em agosto de 1982 deixou essa chefia, sendo sucedido pelo general Ênio Gouveia dos Santos, e assumiu o comando do III Exército, sediado em Porto Alegre, em substituição ao general Túlio Chagas Nogueira. Exerceu esse comando até dezembro de 1983, quando foi substituído pelo general Leônidas Pires Gonçalves. Transferiu-se então para a reserva remunerada.
Casou-se com Jessié Fontoura Beckmann, com quem teve duas filhas.