BELATO, José

José Adamo Belato nasceu na cidade de Monsenhor Paulo (MG) no dia 25 de outubro de 1946, filho de Atílio Belato e de Maria Nair Caovila Belato.

Em 1971, concluiu o curso secundário na Escola Estadual Presidente Kennedy, localizada em sua cidade natal. Dois anos depois, ingressou na Faculdade de Direito de Varginha (MG) e concluiu o curso em 1976. Entre os anos de 1973 e 1977 exerceu o mandato de vereador em Monsenhor Paulo pela Aliança Nacional Renovadora (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves, agremiação da qual foi um dos fundadores. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, elegeu-se nessa legenda prefeito de sua cidade natal no pleito de novembro de 1982, assumindo o mandato no início do ano seguinte.

Desincompatibilizou-se do cargo de prefeito e, em novembro de 1986, elegeu-se deputado estadual constituinte, deixando a Prefeitura para assumir o mandato em fevereiro do ano seguinte. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no período de 1987 a 1989, foi vice-líder do governo, presidente das Comissões de Finanças e Orçamento e de Serviço Público, vice-presidente da Comissão de Proteção e Defesa do Consumidor e membro suplente da Comissão de Turismo. Em julho de 1989 licenciou-se do mandato de deputado estadual para assumir a Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo no governo de Newton Cardoso (1987-1991), permanecendo na pasta até o ano seguinte.

No pleito de outubro de 1990 elegeu-se para a Câmara dos Deputados. Foi empossado em fevereiro do ano seguinte, ocupando a primeira vice-presidência da Comissão de Finanças e Tributação. Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção comandado pelo ex-tesoureiro de sua campanha eleitoral, por Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Nas principais votações da legislatura, Belato votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar 20% da arrecadação de impostos sem destiná-los obrigatoriamente aos setores de saúde e educação, da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fixado em 0,2%, como fonte complementar de recursos para a saúde, e do fim do voto obrigatório.

Disputou a reeleição em outubro de 1994, na legenda peemedebista, obtendo a primeira suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao fim da legislatura.

Casou-se com Raquel Moura Belato, com quem teve três filhos.