PARTIDO AGRÁRIO NACIONAL
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Partido político de âmbito nacional fundado em 1945 em São Paulo por Mário Rolim Teles, que tinha por objetivo lançar sua própria candidatura à presidência da República. Em 1946, uniu-se ao Partido Republicano Progressista e ao Partido Popular Sindicalista para formar o Partido Social Progressista (PSP).
Seu programa defendia a república federativa, o regime democrático, o sistema de assembleias parlamentares, o voto secreto, o ensino primário e secundário obrigatório, a organização da rede de transportes e a simplificação do sistema tributário.
A despeito das ligações de seu fundador com a lavoura de São Paulo e com o antigo Partido Republicano Paulista, o Partido Agrário Nacional teve uma votação inexpressiva nas eleições de dezembro de 1945: Mário Rolim Teles recebeu apenas 10.866 votos, enquanto os candidatos ao Legislativo receberam um total de 17.866 sufrágios, principalmente em Minas Gerais. Nenhum candidato a deputado ou a senador foi eleito, ficando assim em perigo o registro do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Diante disso, em 1946 o Partido Agrário Nacional decidiu unir-se a dois outros pequenos partidos, o Republicano Progressista e o Popular Sindicalista, cujas bases eleitorais eram igualmente fracas e se localizavam em estados diferentes. Mesmo em São Paulo, que constituía uma base eleitoral comum, a soma dos votos dos três partidos em 1945 havia representado apenas 5% do total.
A agremiação resultante da união dos três partidos foi o PSP, organizado sob o comando do ex-interventor paulista Ademar de Barros.