PARTIDO ECONOMISTA DO BRASIL
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Alzira Alves de Abreu |
Partido político de âmbito nacional, também chamado Partido Econômico Nacional, fundado na cidade do Rio de Janeiro em novembro da 1932. Em fins de 1933, fundiu-se com o Partido Democrático do Distrito Federal, dando origem ao Partido Economista Democrático do Distrito Federal.
O Partido Economista do Brasil foi fundado por comerciantes e industriais do Rio de Janeiro (então Distrito Federal) ligados à Associação Comercial do Rio de Janeiro, com o principal objetivo de “construir as bases de um novo edifício político e social para as classes produtoras”. Visava também combater a política formulada pelos “tenentes”, considerada antiempresarial. Entre seus organizadores figuravam João Daudt d’Oliveira, um dos diretores da Associação Comercial do Rio de Janeiro; Serafim Valandro, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Federação das Associações Comerciais; Oliveira Passos, presidente da Federação Industrial do Rio de Janeiro; Carlos da Rocha Faria, presidente do Centro de Fiação e Tecelagem; João Augusto Alves, presidente do Centro de Comércio e Indústrias; Oscar Ferreira de Carvalho, presidente da Liga do Comércio, e Heitor Beltrão. A direção do partido era integrada ainda por Darke Bhering Matos Júnior, Herbert Moses, Mário de Andrade Ramos, Mário de Oliveira e Rodrigo Otávio Filho.
Os estatutos e o programa do Partido Economista do Brasil foram elaborados por Gilberto Amado. O partido propunha-se a defender na Assembleia Constituinte o regime representativo sob a forma republicana federativa, o governo constitucional e a autonomia dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, que deveriam ter assegurado o direito à livre escolha de seus governantes, observando porém as seguintes condições: não contrair empréstimos no estrangeiro sem autorização federal, não levantar obstáculos à livre circulação de produtos dentro do território nacional, e prefixar sobre a receita total a percentagem a ser atribuída à instrução primária e profissional. O partido defendia a liberdade de pensamento, de opinião, de imprensa e de reunião, e a garantia da propriedade. Em seu programa incluía-se a luta para integrar na vida pública do país o pensamento das forças econômicas e culturais, de modo que estas viessem a interferir eficientemente na solução dos problemas brasileiros e que as classes econômicas viessem a influir na criação, junto à administração executiva dos municípios, dos estados e da União, de órgãos técnicos e econômicos de caráter decisório, ou, excepcionalmente, consultivo. O partido pretendia lutar pela eliminação de impostos excessivos e pela simplificação da legislação fiscal. Propunha-se finalmente a defender todas as justas e legítimas reivindicações dos trabalhadores, tendo em vista os supremos interesses da coletividade, e a “evitar que o trabalho humano fosse considerado como simples mercadoria sujeita à lei da oferta e da procura”, estudando a fixação do salário mínimo de subsistência de acordo com o custo de vida nas diversas regiões do país.
Ao contrário da grande maioria dos partidos criados depois de 1930, o Partido Economista do Brasil não pretendeu limitar sua ação ao âmbito regional. Estendeu sua atuação a vários estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Minas e Paraná. Sua forma de organização inspirou-se nos moldes políticos europeus e norte-americanos.
Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, elegeu dois representantes pelo Distrito Federal: Henrique de Toledo Dodsworth e Miguel de Oliveira Couto.