PARTIDO NACIONAL DO TRABALHO
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Partido político de âmbito nacional fundado em janeiro de 1933 para concorrer às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. Apoiava a Revolução de 1930, enfatizando sobretudo “os ideais dos heróis do forte de Copacabana em 1922 e dos revolucionários 5 de julho de 1924”. Pretendia ser uma organização corporativa que congregasse todos o proletários do país preocupados com a reconstrução econômica, financeira e social do Brasil.
Sua diretoria era formada por Jocelin Adolfo de Sousa Pitanga (presidente), José Ferreira (vice-presidente), Alexandrino Ferreira Campos (primeiro-secretário), Hildebrando de Oliveira (segundo-secretário), Filipe Fagundes (terceiro-secretário), Alfredo Ferraz Sastenes (tesoureiro), Inácio Pinheiro (segundo-tesoureiro) Pedro Pereira (procurador).
Sua sede ficava no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), mas um de seus objetivo era possuir representações em todas as capitais dos estados. Uma de suas representações mais atuantes foi a do Paraná, dirigida por Manuel Militão da Silva e Rubem de Melo Braga.
Os principais pontos do programa do Partido Nacional do Trabalho (PNT) defendiam: a reorganização dos transportes terrestres e marítimos a fim de torná-los eficientes e baratos, o crédito bancário a juros mínimos, a reorganização de todo o aparelho portuário do litoral, a redução de todos os impostos, a valorização da moeda e a estabilidade cambial, a exploração do combustível nacional e o amparo do Estado às classes comerciais, industriais e agrícolas.
Para concorrer à Assembleia Nacional Constituinte de 1933, o partido apresentou uma chapa, mas não conseguiu eleger nenhum candidato.
O presidente do PNT, Sousa Pitanga, em discurso de saudação ao presidente da União dos Estivadores, José Ferreira, afirmou que o Congresso de Estivadores do Brasil, instalado em 1º de maio de 1933, era o principal ponto de apoio do partido.