PARTIDO NACIONALISTA DEMOCRÁTICO (PND)
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Partido político nacional registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 1985. A criação do PND se deu no contexto de ampliação do quadro partidário brasileiro a partir de maio de 1985, quando foi aprovada no Congresso Nacional a Emenda Constitucional nº 25, que, além de legalizar os partidos comunistas, permitiu aos partidos em formação a apresentação de candidatos na eleição de novembro.
A princípio sediado no município fluminense de Nova Iguaçu, o PND montou diretórios nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Seu presidente nacional era o pastor evangélico Raimundo Bento Aguiar, candidato derrotado à Assembleia Legislativa fluminense em 1982, quando concorreu pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
O programa do PND incluía a defesa da democracia, da pluralidade partidária e do Congresso Nacional; o fortalecimento da moeda, através da criação do cruzeiro-ouro; a realização de uma reforma tributária para consolidar a federação; o direito de voto aos soldados e cabos; a liberdade de imprensa e a revisão da Lei de Segurança Nacional; a realização da reforma agrária, e a reformulação do sistema habitacional do país, de maneira a facilitar o acesso dos trabalhadores assalariados à casa própria.
Em 1985, o PND lançou a candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro de Ester de Almeida, que obteve a 12ª colocação entre os 19 postulantes ao cargo, com 12.346 votos (0,46% do total).
No ano seguinte, o partido abrigou a candidatura do advogado Wagner Cavalcanti de Albuquerque ao governo fluminense. Cavalcanti realizou uma campanha marcada por críticas aos partidos de esquerda e terminou o pleito em último lugar entre os sete concorrentes, com cerca de 0,2% do total dos votos. Na mesma ocasião, o PND apresentou candidatos às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, mas não conseguiu eleger nenhum representante.