PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO DO CEARÁ (PSD)
| Tipo | Temático |
|---|---|
| Autor(es) | Regina Bressane |
Partido político cearense fundado provavelmente em 1932 a partir do Clube 3 de Outubro. Foi extinto junto com os demais partidos políticos do país pelo Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937, após a instalação do Estado Novo.
Dirigido por Manuel do Nascimento Fernandes Távora, João da Silva Leal e Demócrito Rocha, o PSD do Ceará representava os interesses dos grupos políticos liderados pela família Távora e favoráveis à Revolução de 1930. Esses grupos pretendiam se fortalecer na luta pelo poder local contra os políticos que haviam dominado o estado até 1930 e que, a partir de 1932, organizaram-se em torno da Liga Eleitoral Católica (LEC) e do Partido Republicano Nacionalista.
A partir das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte de 1933, o PSD e a LEC firmaram-se como as principais forças políticas em oposição no estado. Diante da posição favorável da LEC, porém, e não desejando lançar mão do poder para proteger o PSD, o interventor Carneiro de Mendonça demitiu-se do cargo em setembro de 1934.
Nas eleições estaduais de outubro de 1934, o PSD elegeu 13 deputados estaduais e quatro deputados federais (Plínio Pompeu de Sabóia Magalhães, Demócrito Rocha, Manuel do Nascimento Fernandes Távora e José de Borba Vasconcelos), perdendo ainda assim para a LEC.
O novo interventor, Filipe Moreira Lima, embora contrário à LEC, nada pôde fazer contra sua vitória. Abandonando a ideia de se candidatar ao governo estadual pelo PSD após a derrota deste partido, Filipe Moreira Lima apresentou-se como candidato do Partido Socialista Cearense.
Dispondo da maioria na Assembleia, a LEC mais uma vez saiu vitoriosa, elegendo seu candidato a governador, Francisco de Meneses Pimentel.
Em 1935, o governador Meneses Pimentel afirmou que o PSD passaria a ter maior liberdade de ação por ter rompido com o governo federal.
Em 1937, o PSD apoiou a candidatura de Armando de Sales Oliveira à presidência da República.