PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO DE SÃO PAULO
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Partido político paulista, também chamado Partido Socialista de São Paulo, criado em 1932, filiado ao Partido Socialista Brasileiro. Foi extinto provavelmente pelo Decreto nº 37, de 2 de dezembro de 1937.
Fundada pelo interventor federal em São Paulo, general Valdomiro Castilho de Lima, e pelo ex-interventor, João Alberto Lins de Barros, a nova agremiação realizou seu primeiro congresso em fevereiro de 1933, quando foi eleito seu diretório central. Dele faziam parte Paulo Tacla, Clóvis da Nóbrega, Olímpio Ferraz de Carvalho, Atos Ribeiro e Carlos Viana.
O programa do Partido Socialista de São Paulo, que lhe valeu a adesão de vários membros do Partido Popular Paulista e do Partido 25 de Janeiro, defendia a manutenção do Estado leigo, com a completa separação entre Igreja e Estado, a adoção do divórcio a vínculo e a livre sindicalização. Defendia também a república federativa presidencial, com um presidente eleito pelo Congresso por um período de seis anos; a prestação de contas dos ministros de Estado ao Congresso, sem a qual seus atos seriam considerados nulos; a manutenção da propriedade privada, porém com o controle do Estado, para evitar a exploração das classes trabalhadoras pela classe patronal; a proibição de empréstimos no exterior sem prévia autorização do Congresso; a adoção do corporativismo, e a criação de caixas de pensões para todos os assalariados.
Para participar da Assembleia Nacional Constituinte de 1933, o partido elegeu Frederico Virmond de Lacerda Werneck, Zoroastro Gouveia e Guaraci Silveira.
Em 1935, seu representante na Aliança Nacional Libertadora (ANL) foi Francisco Giraldes.
Nesse mesmo ano, o partido lançou um manifesto contra o fechamento da ANL e contra Getúlio Vargas, acusando-o de cometer arbitrariedades e de preparar um golpe de Estado que implantaria uma forma violenta de governo. No mês de dezembro, muito provavelmente em função desses protestos, o secretário do partido, Carmelo Crispim, foi preso em São Paulo.