BENTES, Paulo de Meneses
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Paulo de Meneses Bentes nasceu em Manaus no dia 19 de agosto de 1908, filho de Antônio da Gama Bentes e de Ester de Meneses Bentes.
Advogado e engenheiro agrônomo, no pleito de dezembro de 1945 elegeu-se suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo Amazonas na legenda da União Democrática Nacional (UDN), partido que ajudou a fundar. Assumiu o mandato somente após a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, atuando na Câmara de novembro de 1949 a janeiro de 1951.
No pleito de outubro de 1954, elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda da Aliança Social Democrática, coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido de Representação Popular (PRP). Exerceu o mandato de fevereiro a março de 1955, de agosto a dezembro de 1957 e de março a junho de 1958, participando na Câmara das comissões de Relações Exteriores, Finanças e Valorização da Amazônia. Foi autor do projeto de aposentadoria aos 30 anos de serviço e da proposição de serviço militar obrigatório para as mulheres. Nas eleições de outubro de 1958, concorreu novamente à Câmara dos Deputados, dessa vez pelo Rio de Janeiro, então Distrito Federal, obtendo apenas uma suplência. Em 1959, dirigiu o Banco da Amazônia.
Em 1966, ao ser promovida a reorganização partidária dentro dos moldes do bipartidarismo, foi um dos fundadores do partido de oposição ao governo, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No período de março de 1975 a março de 1977, foi assessor especial do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, general Osvaldo Domingues.
Paulo de Meneses Bentes foi ainda jornalista, escritor e poeta. Foi membro fundador da Academia Acreana de Letras e da Academia Carioca de Letras e pertenceu à Associação das Academias de Letras do Brasil e à Sociedade de Homens de Letras do Brasil. Foi diretor da Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), da Colônia Agrícola Nacional do Pará, da Fundação Zoobotânica de Brasília e da Colônia Agrícola de Jaguaquara, na Bahia. Foi também procurador da Justiça Eleitoral no Acre e fundador da Legião Amazônica, entidade destinada à defesa dos recursos naturais da região.
Faleceu no Rio de Janeiro em 5 (ou 6) de dezembro de 1979.
Era casado com Carmem Dolores de Sisnando Bentes, com quem teve seis filhos.
Além de lançar as revistas Academia de Letras do Acre e A Selva, publicou várias obras sobre a Amazônia, entre as quais O outro Brasil, Tavares Bastos e a Amazônia, Parongo e A hiléia.