PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL (PTN-2)

Partido político de âmbito nacional criado em junho de 1985 pelo jornalista e vereador carioca Carlos Imperial, com o nome de Partido Tancredista Nacional. Rompido com o Partido Democrático Trabalhista (PDT) do governador fluminense Leonel Brizola, legenda pela qual se elegera em 1982, Imperial conseguiu a habilitação eleitoral do novo partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aproveitando-se da nova legislação partidária aprovada pelo Congresso Nacional em abril daquele ano, que facilitava a criação de novas agremiações. Ao conceder o registro do PTN, contudo, o TSE fez menção ao “lamentável expediente” de se usar o nome do ex-presidente Tancredo Neves, então recentemente falecido.

O PTN apresentava-se como um partido de centro e afirmava ter como objetivo principal a concretização do projeto político de Tancredo Neves. Trechos de discursos do ex-presidente foram transcritos no programa e no manifesto de fundação do partido.

Em julho de 1985, a convenção municipal do PTN no Rio de Janeiro aprovou o lançamento da candidatura de Carlos Imperial à prefeitura carioca, apresentando como candidato à vice-prefeito o vereador Sidnei Domingues, também egresso do PDT. O programa de governo do PTN propunha a descentralização administrativa e a participação da comunidade nas decisões do governo. Realizado o pleito no mês de novembro, Imperial obteve a oitava colocação entre os 19 candidatos, com 31.550 votos, o equivalente a pouco mais de 1% do total.

Em 1986, o PTN foi rebatizado com a denominação de Partido Trabalhista Nacional, mantendo a mesma sigla. Nesse ano, a agremiação participou da coligação que levou Moreira Franco, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ao governo fluminense. Na mesma ocasião, o partido disputou as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, mas nenhum de seus candidatos conseguiu se eleger.

Somente em outubro de 1997 o PTN obteve deferimento de seu registro no TSE.