AIRTON, Carlos
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Carlos Airton Magalhães Santana de Sousa nasceu em Feijó (AC) no dia 27 de janeiro de 1961, filho de Juraci Severiano de Sousa e de Marlene Magalhães Santana de Sousa.
Bancário, de 1981 a 1984 ocupou o cargo de gerente de processamento de dados do Banco Brasileiro de Descontos S.A. (Bradesco) em Rio Branco e de 1984 a 1986 em Manaus. Nesse último ano, retornou à capital do Acre para se tornar programador de computador no Banco do Acre (Banacre), função que exerceria até 1987, quando se transferiu para a Acredata, onde exerceu até 1989 o cargo de gerente de processamento de dados. Ainda em 1986 filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que apoiava o governo federal. Entre 1987 e 1991 iniciou os cursos de técnico em construção civil, matemática e economia, todos na Universidade Federal do Acre (UFAC), sem, contudo, concluir nenhum deles.
Secretário municipal de Serviços Urbanos de Rio Branco entre 1989 e 1991 e presidente da Companhia de Saneamento de Rio Branco entre 1991 e 1993, nesse último ano filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Tornou-se, então, presidente do diretório regional do PPR no Acre de 1993 a 1994, passando a integrar sua comissão executiva regional, na qual permaneceria até o ano seguinte. De 1993 a 1994 exerceu também o cargo de diretor do Banacre.
Em outubro de 1994 elegeu-se deputado federal na legenda do PPR, tendo obtido a maioria dos votos em suas bases eleitorais situadas na capital do estado e no município de Feijó, sua terra natal. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1995, passou a integrar, como titular, a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, da qual tornou-se primeiro vice-presidente em 1995 e terceiro vice-presidente em 1996, e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Integrou, ainda, como titular, a comissão especial sobre demarcação das terras indígenas e, como suplente, as comissões especiais sobre tamanho de bancadas federais e segundo turno em eleições estaduais, distritais e municipais. No Congresso Nacional integrou como suplente a comissão mista especial sobre o projeto Calha Norte.
Em agosto ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), surgido da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP). Nas votações das emendas constitucionais enviadas pelo governo à Câmara em 1995, foi favorável ao fim do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado; à quebra da reserva de mercado das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, permitindo que as estrangeiras passassem a operar no transporte de cargas e passageiros entre portos do país; à mudança no conceito de empresa nacional, acabando com todas as diferenças legais entre empresas brasileiras e estrangeiras; à quebra do monopólio estatal das telecomunicações e da Petrobrás na exploração do petróleo, bem como à prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). No ano seguinte, votou a favor da recriação do imposto do cheque, que mudou o nome de Imposto Provisório sobre Movimentação Finaceira (IPMF) para Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
No pleito municipal de outubro de 1996 concorreu à prefeitura de Rio Branco na legenda do PPB, mas foi apenas o terceiro colocado, tendo saído vencedor Mauri Sérgio, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Em janeiro de 1997, ainda que pertencendo a um partido integrante da base política do governo, votou contra o projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição. Mesmo ratificando o seu voto contrário, essa emenda foi aprovada no segundo turno de votação na Câmara no mês seguinte. Em novembro desse ano, voltou a contrariar os interesses do governo, quando também votou contra o projeto de reforma administrativa que, ao ser aprovado, acabou com a estabilidade do servidor público.
Deixando de concorrer à reeleição no pleito de outubro de 1998, em novembro seguinte votou a favor do projeto do governo de reforma da Previdência que estabeleceu um valor máximo para aposentadorias no setor público, bem como a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1999, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.
Casou-se com Rosemeire Martins da Silva, com quem teve quatro filhos.