União Feminina do Brasil

Movimento político criado em maio de 1935, filiado à Aliança Nacional Libertadora (ANL). Foi fechada em 11 de julho do mesmo ano, juntamente com a ANL, pelo Decreto nº 229.

Seu objetivo consistia na defesa dos interesses da mulher no Brasil, especialmente daquelas que estavam “submetidas às mais precárias condições de existência e de trabalho”. Seu programa propunha a luta pelos direitos econômicos, sociais, políticos e civis da mulher, sem distinção de cor, religião, correntes filosóficas etc. Entre suas reivindicações básicas figuravam ainda a elevação do nível cultural da mulher através da criação de bibliotecas e escolas e da realização de cursos, conferências e audições musicais e artísticas (teatro, cinema etc.); a igualdade econômica da mulher em relação ao homem, com melhoria de vida (salário e sindicalizado); a prestação de assistência médica, dentária, jurídica e econômica à mulher; a realização de inquéritos sobre as condições de vida das mulheres nos diversos setores profissionais; a preparação da mulher para colaborar com o homem em suas atividades sociais e com ele participar na vida pública; o atendimento aos problemas da criança, considerados inseparáveis do problema da mulher, e o incentivo à educação física e sanitária. O movimento pregava ainda a luta contra as guerras de destruição e contra os regimes que restringiam os direitos femininos.

As organizadoras da União Feminina do Brasil foram Maria Werneck de Castro, Ester Xavier, Armanda Álvaro Alberto, Catarina Laudsberg, Eugênia Álvaro Moreira, Mary Mércio e Norma Mormy.