BÉRTOLI, Orlando

Orlando Bértoli nasceu em Rio do Sul (SC) no dia 27 de junho de 1927, filho de Leandro Bértoli e de Filomena Depiné Bértoli.

Fez os estudos primários em Rio do Oeste (SC) e o curso ginasial no Colégio Santo Antônio, em Blumenau (SC). Em 1946, formou-se técnico em contabilidade pela Escola Técnica Santo Antônio, também em Blumenau e, no ano seguinte transferiu-se para Porto Alegre (RS), onde ingressou na Faculdade de Direito do Rio Grande do Sul. No período em que esteve na universidade - que coincidiu com a redemocratização do país após a derrocada do Estado Novo -, participou intensamente do movimento estudantil, tendo sido diretor do Centro Acadêmico André de Rocha, vice-presidente da Federação Gaúcha de Estudantes Universitários e um dos fundadores do jornal A Toga.

Iniciou sua carreira política ao eleger-se vereador à Câmara Municipal de Rio do Sul, em outubro de 1950, pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Concluído o curso universitário no final daquele mesmo ano, em fevereiro de 1951 foi empossado vereador em sua cidade natal. Nessa época, além de dedicar-se às suas atividades no legislativo municipal, fundou o jornal Tribuna do Povo, em Rio do Sul.

Nas eleições de outubro de 1954, foi eleito deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, novamente pelo PSD e, em fevereiro de 1955, iniciou seu mandato estadual. Em outubro de 1958 foi reeleito para um novo período na Assembleia, e no pleito de outubro de 1962 conquistou uma vaga na Câmara Federal por seu estado, sempre na legenda do PSD. Após concluir o segundo mandato estadual em janeiro de 1963, assumiu, em fevereiro, sua cadeira na Câmara dos Deputados.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado em abril de 1964. No pleito de novembro de 1966 não conseguiu reeleger-se, tendo obtido apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro de 1967 e, convocado, voltou a exercer o mandato legislativo de junho a dezembro de 1967, de março a julho de 1968 e de julho de 1970 até o final da legislatura em janeiro de 1971.

Embora não tenha voltado a disputar cargos eletivos, continuou a participar ativamente da política estadual, tendo exercido diversos cargos na administração estadual. Em 1971, durante o governo de Colombo Sales (1971-1975), foi nomeado procurador-geral administrativo do estado de Santa Catarina no Distrito Federal. Permaneceu em Brasília até o ano seguinte, quando retornou a Florianópolis para assumir a Secretaria de Estado dos Negócios do Governo. Durante o governo de Konder Reis (1975-1979), presidiu, entre 1975 e 1977, a Companhia de Turismo de Santa Catarina (Citur).

Em 1978 tornou-se presidente e superintendente da Fundação Catarinense do Trabalho (Fucat), onde permaneceu até 1983. Em seguida, foi nomeado procurador da Fazenda junto ao Tribunal de Contas do Estado.

Além da política, dedicou-se aos negócios, tendo presidido a empresa Luís Bértoli Agricultura, Indústria e Comércio S.A., em sua cidade natal.

Faleceu em Florianópolis, no dia 29 de dezembro de 1997.

Era casado com Inelzir Bauer Bértoli, com quem teve quatro filhos.