BEZERRA, Teodorico

Teodorico Bezerra nasceu em Santa Cruz (RN), no dia 23 de julho de 1903, filho de José Pedro Bezerra e de Ana Bezerra de Sousa.

Industrial, fazendeiro e comerciante, iniciou na política em 1947, elegendo-se deputado à Assembleia Constituinte do Rio Grande do Norte na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Promulgada a Constituição do estado, em 25 de novembro daquele ano, teve o mandato estendido até janeiro de 1951, tendo ocupado neste período a presidência da Assembleia. Em 1950, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda da Aliança Democrática, coligação formada pelo PSD, o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Republicano (PR). Deixou a Assembleia Legislativa em janeiro de 1951, assumindo o mandato na Câmara no mês seguinte.

Reelegeu-se deputado federal por mais duas vezes consecutivas, em 1954 e 1958. Em outubro de 1962, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na legenda da Cruzada da Esperança, coligação formada pelo PSD e o Partido Democrata Cristão (PDC), obtendo uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1963 e tomou posse na Assembleia Legislativa, sendo indicado para presidi-la até 1965.

Com o movimento político-militar de 1964, os partidos políticos foram extintos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965. Ao ser instaurado o bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar, e foi reeleito deputado federal em novembro de 1966. No pleito de novembro de 1970 obteve uma suplência. Quatro anos depois retomou a carreira política e, por duas vezes consecutivas, reelegeu-se deputado estadual. Deixou a Assembleia ao final da legislatura, em janeiro de 1983.

Dono de grandes extensões de terra em Tangará (RN), Teodorico Bezerra foi considerado um dos últimos representantes do “coronelismo” do sertão. Seu latifúndio tinha sua própria Constituição: os empregados eram proibidos de deixar a propriedade e obrigados a trazer sempre consigo uma caderneta de identificação, contendo o código de comportamento a que todos tinham de obedecer. À semelhança do que acontecia em inúmeras propriedades rurais do país, eram também obrigados a comprar seus alimentos e roupas na feira da fazenda e, sobretudo, a ser eleitores.

Inspirado no fazendeiro, o cineasta Eduardo Coutinho fez o curta-metragem Major Theodorico, imperador do sertão.

Morreu em Natal, no dia 5 de setembro de 1994.

Era casado com Zilá Carvalho Bezerra, com quem teve dois filhos.