PEDRO, João

João Pedro Gonçalves da Costa nasceu na cidade de Parintins (AM), no dia 14 de setembro de 1952, filho de Manuel Paulino da Costa e Pacífica Gonçalves da Costa.

Formou-se em agronomia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no ano de 1981 e trabalhou como servidor público no Instituto Nacional da Reforma Agrária (INCRA). Foi expulso do serviço público em 1977, por se opor à ditadura militar. Recuperaria seus direitos como servidor somente em 1992.

Engajou-se no movimento estudantil presidindo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) em 1970. No ano de 1981, foi vice-presidente na União Nacional dos Estudantes (UNE). Além disso, militou em organizações e movimentos de trabalhadores no estado do Amazonas.

Elegeu-se deputado estadual no ano de 1982 pelo estado do Amazonas na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Com a democratização e a autorização para a organização legal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em 1985, migrou para esta agremiação e em sua legenda foi eleito vereador em 1988 no município de Manaus. Em 1991, saiu do PC do B para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). Alegou que experimentou mudanças ideológicas que o levaram a trocar de partido.

Candidatou-se a deputado federal nas eleições de 1998, pela coligação que reuniu o PT, o Partido Progressista do Brasil (PPB), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Social Liberal (PSL), o Partido Popular Socialista (PPS), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Comunista do Brasil (PC do B) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN). Entretanto, obteve apenas uma suplência.

Presidiu o diretório do PT no Amazonas entre os anos de 2001 e 2005.

Concorreu em 2002 ao governo do estado do Amazonas, mas não conseguiu se eleger, terminando o 1º turno na quarta colocação. No ano seguinte, assumiu a superintendência regional do INCRA e permaneceu neste cargo até março de 2006.

Em 2007, assumiu como primeiro suplente a vaga de Alfredo Nascimento, do Partido Liberal (PL), eleito no ano anterior para o Senado, com a ida deste para o Ministério dos Transportes a convite do presidente da República Luiz Ignácio Lula da Silva (2003-2011).

Em sua atuação no senado, João Pedro foi titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle, da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Além disso, participou como titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as causas do chamado “Apagão Aéreo”, crise de operação do sistema de aviação civil no Brasil, e da CPI que investigou mau usop de dos cartões corporativos oficiais.

No mês de setembro de 2007, João Pedro foi designado relator do processo contra o senador Renan Calheiros (PMDB), então presidente do Senado, referente à investigação da ligação irregular entre este último e a empresa Schincariol. O senador investigado, segundo denúncia da revista Veja, teria beneficiado aquela empresa revertendo dívidas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e a Receita Federal, depois que ela comprou uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros. Contudo, o Conselho de Ética do Senado arquivou o processo, acatando o relatório de João Pedro que alegou falta de provas. No dia 4 de dezembro, o senador Renan Calheiros, em função de forte pressão de opinião pública, renunciou à presidência do Senado, posto do qual estava licenciado desde 11 de outubro.

Em 1º de julho de 2008, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado aprovou o projeto de lei n° 662/07 de autoria de João Pedro para a criação da Universidade do Pacto Amazônico (UPA). Seu objetivo era o de oferecer educação superior enfatizando o desenvolvimento sustentável em países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônico (OTCA), isto é, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A sua sede, de acordo com a lei, seria em Manaus, com pólos espalhados em cidades desses países.

No mês de agosto de 2009, João Pedro votou a favor do arquivamento dos onze processos contra o senador e presidente da Casa José Sarney, obedecendo orientação de seu partido. O senador do PMDB fora acusado, entre outras coisas, de cometer irregularidades na administração do Senado, de editar atos secretos, empregar pessoas de sua família e de desvio de recursos públicos. Tal decisão, porém, abriu uma crise interna dentro do PT. O líder do partido, Aloízio Mercadante (PT-SP), declarou-se contra o arquivamento das acusações, contrariando a orientação do governo e chegou a anunciar a sua renúncia da liderança. Com isso, foi cogitada a hipótese de substituí-lo pelo senador João Pedro, o que não chegou a acontecer já que Mercadante voltou atrás em sua decisão.

João Pedro lançou no ano e 2008 o livro denominado Mandato Aberto.

Casou-se com Leda Mara Nascimento Albuquerque, com quem teve cinco filhos.