ALBUQUERQUE, Aristarco Pessoa Cavalcanti de
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Aristarco Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Umbuzeiro (PB) no dia 4 de agosto de 1879, filho de Cândido Cavalcanti de Albuquerque e de Maria Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Sobrinho de Epitácio da Silva Pessoa, presidente da República de 1919 a 1922, Aristarco teve três irmãos envolvidos em atividades políticas nas décadas de 1920 e 1930. O que mais se destacou, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque - presidente da Paraíba de 1928 a 1930 e candidato à vice-presidência da República em março desse ano na chapa da Aliança Liberal encabeçada por Getúlio Vargas -, foi assassinado em Recife no dia 27 de julho de 1930, em episódio que apressou os preparativos para a eclosão da revolução em 3 de outubro. Outro irmão, o oficial José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, comandou as tropas que, no dia 24 de outubro de 1930, cercaram o palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e depuseram o presidente Washington Luís. Cândido Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, o terceiro irmão, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1935 e 1937. Na família, destacou-se ainda Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, sobrinho de Aristarco e senador pela Paraíba no biênio 1950-1951.
Depois de concluir seus estudos básicos, Aristarco Pessoa ingressou no Exército, tornando-se aspirante em 2 de fevereiro de 1907. Promovido a segundo-tenente em dezembro do ano seguinte, participou, em fins de 1912 e início de 1914, de duas expedições militares enviadas para sufocar a rebelião popular de cunho messiânico que, entre 1912 e 1916, conflagrou a região do Contestado, situada na fronteira entre os estados do Paraná e Santa Catarina.
Em março de 1917 foi promovido a primeiro-tenente, passando a capitão em junho de 1921. Nessa patente, tomou parte na repressão à revolta do forte de Copacabana, no Rio, ocorrida em 5 de julho de 1922, que marcou o início do ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920. Promovido a major em novembro de 1926 e a tenente-coronel em janeiro de 1930, no mês de outubro desse ano Aristarco comandou os contingentes revolucionários de Minas Gerais, substituindo o então capitão Leopoldo Néri da Fonseca, que recebera ordens para se deslocar para o Rio de Janeiro. Em Minas, o conflito durou quatro dias, terminando com a rendição do 12º Regimento de Infantaria, último reduto legalista.
Em 15 de dezembro de 1930, Aristarco foi nomeado comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, sendo promovido a coronel em maio de 1931. Permaneceu à frente dessa corporação durante quase 15 anos, até 31 de outubro de 1945. Faleceu em 1949.