BORGES, João

João Borges de Figueiredo nasceu em Macaúbas (BA) no dia 7 de junho de 1911, filho de Francisco Borges de Figueiredo e de Maria Avelina de Figueiredo.

Diplomado pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia em 1935, especializou-se em malariologia, ingressando em 1940 no Departamento de Saúde do Estado da Bahia como assistente do diretor-geral e tornando-se em 1946 diretor da divisão de saúde do departamento.

Em 1947, elegeu-se deputado à Assembleia Legislativa da Bahia na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Obtendo novo mandato em 1950 pela Coligação Baiana, formada pelo Partido Libertador (PL) e o Partido Social Democrático (PSD), reelegeu-se sucessivamente em 1954 e 1958 na legenda do PL e, em 1962, na legenda da Aliança Trabalhista, formada pelo PL, o Partido Republicano (PR) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Durante os 20 anos de mandato como deputado estadual (1947-1967), ocupou duas vezes a primeira-vice-presidência da Assembleia (1949-1950 e 1953-1954) e integrou as comissões de Saúde, Finanças, Orçamento e Contas. Foi ainda o relator dos capítulos relativos à saúde e à assistência social da Constituição baiana promulgada em 1947.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), agremiação contrária ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, em cuja legenda elegeu-se deputado federal pela Bahia no pleito de novembro de 1966. Deixando a Assembleia, assumiu o mandato na Câmara Federal em fevereiro de 1967.

Candidato à reeleição em novembro de 1970, obteve apenas uma suplência, deixando a cadeira de deputado federal ao fim de seu primeiro mandato (31/1/1971). Entretanto, foi convocado a retornar à Câmara na vaga deixada por Walson Lopes Alves em 7 de agosto de 1972, cumprindo o mandato até o final da legislatura (31/1/1975). Não tornou a se candidatar à reeleição no pleito de novembro de 1974, o que se atribuiu à desestruturação do MDB baiano na época.

De volta a Salvador, voltou a trabalhar no Departamento de Saúde, aposentando-se ainda em 1975 como médico do governo estadual. A partir de então, passou a dedicar-se à agropecuária, numa fazenda próxima à capital baiana.

Faleceu em Salvador no dia 31 de outubro de 1989.

Era casado com Maria das Mercês Paraíso Borges de Figueiredo, com quem teve quatro filhos.